12/15/2024 01:29:00 PM

Israel anunciou neste domingo (15) o fechamento de sua embaixada em Dublin, citando “políticas extremas anti-Israel do governo irlandês”, de acordo com o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar. A decisão ocorre após a Irlanda reconhecer oficialmente o Estado palestino em maio e declarar apoio a uma ação legal contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ), acusando o país de genocídio.
A Irlanda recentemente endossou a iniciativa da África do Sul de levar acusações contra Israel à CIJ, o que intensificou as tensões diplomáticas. O embaixador israelense em Dublin já havia sido chamado de volta anteriormente, como resposta ao posicionamento irlandês sobre a questão palestina.
Em reação à decisão israelense, o primeiro-ministro irlandês, Simon Harris, lamentou profundamente a medida, negando que a Irlanda seja anti-Israel. “A Irlanda é pró-paz, pró-direitos humanos e pró-lei internacional. Nosso objetivo é a solução de dois Estados, com Israel e Palestina convivendo em paz e segurança”, afirmou em publicação na plataforma X.
Já o ministro das Relações Exteriores irlandês, Micheal Martin, destacou em março que o ataque do Hamas em 7 de outubro, bem como a situação atual em Gaza, configuram “uma violação flagrante do direito internacional humanitário em grande escala”. Martin, no entanto, ressaltou que cabe ao Tribunal decidir sobre as acusações de genocídio.
Paralelamente, o Ministério das Relações Exteriores de Israel informou a abertura de uma nova embaixada na Moldávia, em uma aparente movimentação para reforçar sua presença diplomática em outras regiões.
A decisão reflete a crescente polarização em torno do conflito entre Israel e Palestina, destacando as dificuldades em alcançar consenso em um cenário internacional cada vez mais dividido.
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