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Líbano deporta 70 militares sírios ligados ao regime de Assad após entrada ilegal


Neste sábado (28), o Líbano deportou cerca de 70 militares sírios, incluindo oficiais e soldados, que haviam entrado no território libanês por rotas clandestinas. A informação foi confirmada por uma fonte de segurança libanesa e pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR), organização que monitora o conflito na região.

Os deportados foram enviados de volta à Síria através da passagem fronteiriça de Arida, na divisa entre os dois países. Ao cruzarem a fronteira, eles foram detidos pelas novas autoridades sírias, que têm intensificado operações contra supostos aliados do regime deposto de Bashar al-Assad.

Desde que Assad foi destituído do poder no último dia 8 de dezembro, o novo governo sírio tem realizado ações contra antigos membros do regime. Regiões como Homs e Tartous, próximas à fronteira libanesa, têm sido alvo dessas operações.

De acordo com a fonte de segurança libanesa, os militares sírios deportados foram encontrados em um caminhão durante uma inspeção na cidade costeira de Jbeil, no norte do Líbano.

Fugas e prisões

Com a queda do regime de Assad, várias figuras ligadas ao antigo governo buscaram refúgio no Líbano. Entre elas está Rifaat al-Assad, tio do ex-presidente e acusado de crimes de guerra na Suíça por uma repressão violenta contra manifestantes em 1982. Segundo autoridades libanesas, Rifaat deixou Beirute recentemente em um voo para Dubai, acompanhado de vários membros da família Assad.

Outra figura de destaque é Bouthaina Shaaban, ex-assessora de Assad, que entrou legalmente no Líbano, mas também deixou o país de avião. O ministro do Interior libanês, Bassam Mawlawi, afirmou à rede Al Arabiya que outras autoridades sírias que entraram ilegalmente no país estão sendo procuradas pelas autoridades.

Até o momento, os governos do Líbano e da Síria não se manifestaram oficialmente sobre as deportações ou as ações em curso.

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