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Macron e Trump discutem guerra na Ucrânia e tarifas comerciais antes da reabertura de Notre-Dame


Neste sábado (7), o presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, no Palácio do Eliseu, em Paris. O encontro ocorreu horas antes da cerimônia de reabertura da Catedral de Notre-Dame, restaurada após cinco anos de reconstrução devido ao incêndio que a destruiu em 2019.

A reunião bilateral abordou questões delicadas, incluindo o apoio dos EUA à Ucrânia em sua luta contra a Rússia. A eleição de Trump trouxe incertezas para o cenário internacional, já que o republicano frequentemente expressou posições divergentes sobre o conflito em comparação ao governo anterior. Macron, que já reafirmou o apoio da França ao governo ucraniano em diversas ocasiões, destacou sua preocupação com os impactos do conflito na Europa.

Além da guerra na Ucrânia, tarifas comerciais prometem ser um ponto de atrito entre os dois líderes. Trump sinalizou a intenção de impor novas tarifas à Europa, uma medida que pode aumentar as tensões entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais.

Após o encontro com Trump, Macron também terá uma reunião com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que está em Paris para participar da reabertura de Notre-Dame. Ainda não há confirmação sobre um possível encontro trilateral entre Macron, Trump e Zelensky.

Enquanto isso, Trump deverá se encontrar com o príncipe William, herdeiro da coroa britânica, durante sua visita à França. Contudo, a equipe de transição do republicano não forneceu detalhes sobre outras reuniões bilaterais planejadas.

Embora só tome posse oficialmente em 20 de janeiro, Trump já tem realizado contatos com líderes mundiais para discutir crises globais urgentes, como a guerra na Ucrânia e a instabilidade no Oriente Médio. Na última quarta-feira (4), seu conselheiro de segurança nacional, Mike Waltz, e o enviado para assuntos ucranianos, Keith Kellogg, se reuniram em Washington com Andriy Yermak, chefe do gabinete presidencial da Ucrânia.

A reabertura da Catedral de Notre-Dame, símbolo histórico e cultural da França, contará com a presença de dezenas de líderes mundiais e dignitários, incluindo Jill Biden, esposa do presidente americano em exercício, Joe Biden. A primeira-dama dos EUA também deve se reunir com o príncipe William durante o evento.

Este encontro em Paris marca o início de uma fase de negociações diplomáticas complexas entre os Estados Unidos e seus aliados, com a expectativa de que o futuro governo Trump influencie decisivamente os rumos da política internacional.

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