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Protesto bloqueia entrada da Embaixada dos EUA no Panamá em resposta a declarações de Trump sobre o Canal


A entrada principal da Embaixada dos EUA no Panamá foi bloqueada nesta terça-feira (24), véspera de Natal, durante um protesto organizado por membros do Sindicato Único de Trabalhadores da Construção e Similares (Suntracs) e da Associação de Professores do Panamá (Asoprof), entre outros grupos. O ato foi uma resposta às recentes declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

Neste fim de semana, Trump criticou o custo das tarifas cobradas aos navios americanos que transitam pelo Canal do Panamá e levantou preocupações sobre a crescente influência chinesa na região. Ele também sugeriu que, caso essas questões não fossem resolvidas, poderia considerar a possibilidade de reverter o canal para a administração dos EUA, 25 anos após sua devolução ao Panamá.

Com cartazes e palavras de ordem contra o governo norte-americano e o presidente Trump, os manifestantes ocuparam por cerca de três horas o acesso veicular da embaixada, bloqueando a entrada e o portão principal da missão diplomática.

O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, criticou as declarações de Trump, reafirmando a soberania do país sobre o Canal. “Cada metro quadrado do Canal do Panamá e sua área adjacente pertencem ao Panamá, e assim continuará”, declarou Mulino, acrescentando que “a soberania e a independência do nosso país não são negociáveis”.

Até o momento, a Embaixada dos EUA no Panamá não se pronunciou oficialmente sobre o protesto e o bloqueio em suas instalações.

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