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Putin apoia proposta de Orbán para cessar-fogo natalino na Ucrânia e troca de prisioneiros


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, manifestou apoio aos esforços do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, que propôs um cessar-fogo durante o Natal na Ucrânia e uma ampla troca de prisioneiros de guerra. O Kremlin confirmou o posicionamento nesta quinta-feira (12), mas as propostas foram recebidas com críticas pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Segundo o Kremlin e autoridades húngaras, Orbán apresentou as ideias em uma ligação com Putin realizada na quarta-feira (11). “O lado russo apoia plenamente os esforços de Orbán para alcançar um acordo pacífico e resolver questões humanitárias relacionadas à troca de prisioneiros”, afirmou Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin.

O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) já teria compartilhado informações detalhadas sobre uma possível troca de prisioneiros com a embaixada húngara, acrescentou Peskov.

Zelensky critica proposta

A resposta de Zelensky foi contundente. O líder ucraniano acusou Orbán de enfraquecer a unidade ocidental em meio ao conflito e ironizou as iniciativas de paz promovidas pela Hungria. Orbán, por sua vez, lamentou o que chamou de “rejeição clara” por parte de Kiev às propostas.

Termos para o fim da guerra

Desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, várias tentativas de negociações falharam. Putin reiterou que a Rússia está disposta a negociar com base nos Acordos de Istambul de 2022, mas estabeleceu condições: a Ucrânia deve renunciar ao desejo de se juntar à Otan e retirar tropas das regiões de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson, atualmente sob controle russo.

Em contrapartida, Kiev insiste que um acordo de paz deve incluir garantias de segurança, como a adesão à Otan, para evitar que a Rússia use um cessar-fogo como pretexto para reorganizar suas forças e lançar novos ataques.

Contexto da guerra

A invasão russa começou em fevereiro de 2022, com tropas entrando na Ucrânia por três frentes: pela Crimeia, pela fronteira com a Rússia e por Belarus, aliado de Moscou. Embora a Rússia tenha obtido avanços iniciais, as forças ucranianas conseguiram conter as investidas em Kiev.

Desde então, o conflito se intensificou, resultando em milhares de mortos e devastação no território ucraniano. Em outubro de 2024, o uso de mísseis hipersônicos por Moscou, embora com ogivas convencionais, elevou as tensões. O Ocidente acusou a Rússia de utilizar soldados norte-coreanos no conflito, mas tanto Moscou quanto Pyongyang evitam comentar o assunto.

Putin afirmou recentemente que a Rússia está avançando de forma “mais eficiente” e que alcançará seus objetivos, enquanto Zelensky declarou que o Kremlin busca controlar toda a região de Donbass e expulsar forças ucranianas da área de Kursk, na Rússia.

Com o prolongamento do conflito e a falta de consenso entre as partes, o cenário continua desafiador para uma solução pacífica.

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