12/28/2024 01:37:00 PM

No último sábado (28), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, expressou suas condolências ao líder do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, pelo trágico acidente aéreo ocorrido no dia 25 de dezembro, que deixou 38 mortos e 29 feridos. O contato entre os dois líderes ocorreu por telefone, e ambos concordaram em manter uma comunicação constante durante as investigações do caso, informou o Kremlin.
O acidente envolveu o voo J2-8243, operado pela Azerbaijan Airlines, que partiu de Baku, no Azerbaijão, com destino a Grozny, na Chechênia. A aeronave caiu em um campo próximo à cidade de Aktau, no Cazaquistão, após desviar da rota original, que passaria pelo sul da Rússia, onde ataques de drones ucranianos estavam em andamento.
Circunstâncias do acidente
A aeronave, um modelo fabricado pela brasileira Embraer, tentou realizar um pouso de emergência a cerca de três quilômetros de Aktau. Vídeos que circularam nas redes sociais mostram o momento da queda, seguido por uma grande explosão. Passageiros que sobreviveram relataram ter ouvido um estrondo antes do impacto.
Inicialmente, autoridades locais sugeriram que o avião poderia ter sido atingido por pássaros. No entanto, imagens dos destroços revelaram perfurações suspeitas, levantando novas hipóteses. A transportadora Azerbaijan Airlines afirmou que os resultados preliminares indicam “interferência física e técnica externa” como causa do acidente.
Possível envolvimento de defesas aéreas
De acordo com informações da agência de notícias Reuters, fontes anônimas sugeriram que a aeronave pode ter sido abatida por defesas aéreas russas. Nos Estados Unidos, uma autoridade não identificada também reforçou essa possibilidade, apontando que os primeiros indícios sugerem um ataque deliberado.
Por outro lado, o órgão de aviação da Rússia declarou que o piloto do J2-8243 alterou a rota devido à baixa visibilidade causada por neblina em uma região onde havia alertas de atividade de drones ucranianos. Ainda segundo a entidade, o piloto teria recebido opções de pouso em outros aeroportos, mas escolheu tentar o pouso em Aktau.
Esforços de investigação
A fabricante brasileira Embraer informou, em nota, que está pronta para colaborar com as autoridades na investigação. Para isso, o Brasil enviou três especialistas da Força Aérea ao Cazaquistão.
As circunstâncias da tragédia permanecem sob investigação, com diversas versões conflitantes sobre o que realmente aconteceu. O caso continua a atrair atenção internacional devido à delicada situação geopolítica na região.
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