1/16/2025 01:58:00 PM

Nesta quinta-feira (16), o grupo de direitos humanos Walking Borders relatou que cerca de 50 imigrantes da África Ocidental podem ter se afogado enquanto tentavam chegar à Espanha por mar. A embarcação, que partiu da Mauritânia no dia 2 de janeiro, foi alvo de operações de resgate conduzidas por autoridades marroquinas na quarta-feira (15).
Ao todo, 36 sobreviventes foram resgatados, segundo o grupo sediado na Espanha. Além disso, outros 86 imigrantes, incluindo 66 paquistaneses, estavam a bordo de um barco interceptado pelas autoridades.
De acordo com o Walking Borders, 2024 registrou um recorde de mortes de imigrantes na tentativa de chegar à Espanha, com 10.457 vítimas, ou cerca de 30 pessoas por dia. Grande parte desses imigrantes vinha de países da África Ocidental, como Mauritânia e Senegal, utilizando a perigosa rota atlântica rumo às Ilhas Canárias.
O grupo revelou que alertou as autoridades de diversos países sobre o desaparecimento do barco há seis dias. A ONG Alarm Phone, que oferece suporte de emergência a imigrantes no mar, afirmou que informou o serviço de resgate marítimo espanhol em 12 de janeiro. Entretanto, o órgão alegou não ter recebido informações sobre a embarcação.
Fernando Clavijo, líder regional das Ilhas Canárias, lamentou as mortes e cobrou medidas urgentes das autoridades espanholas e europeias para evitar tragédias semelhantes. “O Atlântico não pode continuar sendo o cemitério da África”, escreveu ele na rede social X.
Helena Maleno, diretora da Walking Borders, também utilizou o X para denunciar que 44 das vítimas eram paquistanesas e lamentou a demora no resgate. “Eles enfrentaram 13 dias de angústia na travessia sem que ninguém viesse em seu socorro”, declarou.
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