1/21/2025 01:52:00 PM

Na segunda-feira (20), imigrantes na Ciudad Juarez, México, foram vistos chorando ao terem seus agendamentos no aplicativo CBP One cancelados, logo após a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.
Margaly Tinoco, uma colombiana que estava acompanhada de seu filho de 13 anos, expressou desespero diante da situação. “Achei que tinha conquistado tudo, mas tudo desmoronou”, disse ela à Reuters. Tinoco afirmou que não tem onde morar nem condições de retornar à Colômbia, de onde foi forçada a fugir.
Cenas similares ocorreram em várias cidades ao longo da fronteira mexicana, refletindo o impacto imediato das novas medidas anunciadas pelo governo Trump.
Medidas restritivas
Em seu discurso inaugural, Donald Trump prometeu intensificar o controle na fronteira EUA-México, declarando a imigração ilegal como uma emergência nacional. Entre as ações anunciadas estão o envio de tropas, o aumento das deportações de imigrantes em situação irregular e o fortalecimento da segurança na fronteira.Logo após sua posse, o governo encerrou o programa CBP One, implementado na gestão de Joe Biden. O aplicativo permitia que migrantes agendassem horários para entrada legal nos Estados Unidos, ajudando centenas de milhares de pessoas. Com a decisão, todos os agendamentos existentes foram cancelados, segundo informações da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.
A crise migratória em números
Antes da suspensão do programa, cerca de 280 mil pessoas acessavam o aplicativo diariamente para garantir agendamentos até o início de janeiro. Estima-se que entre 13 e 14 milhões de imigrantes vivem nos EUA sem status legal ou em condições temporárias, de acordo com analistas.A postura mais rígida de Trump em relação à imigração reflete a mudança de opinião pública nos Estados Unidos. Pesquisas apontam que, embora os americanos estejam menos receptivos a imigrantes em situação irregular desde sua primeira presidência, há resistência a medidas consideradas extremas, como a criação de campos de detenção.
As novas diretrizes colocam milhares de imigrantes em uma situação de incerteza e agravam a crise humanitária na fronteira.
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