Ícone do Widget

Relacionado

×

Polícia de Londres prende manifestantes durante protesto de solidariedade a Gaza antes do cessar-fogo


Neste sábado (18), manifestantes foram detidos durante uma manifestação de apoio a Gaza, na região de Whitehall, em Londres, próxima ao gabinete do primeiro-ministro Keir Starmer. A mobilização aconteceu horas antes do início do cessar-fogo entre Israel e o Hamas, previsto para o domingo (19). Na ocasião, Israel realizava ataques aéreos no enclave, com o objetivo de atingir alvos do grupo Hamas, segundo informações das autoridades israelenses.

A polícia de Londres informou que sete pessoas foram presas, incluindo quatro por distúrbios à ordem pública e duas por violação das condições estabelecidas para o protesto. Uma das prisões ocorreu devido à exibição de um cartaz de apoio a organizações consideradas proibidas.

O gabinete de Israel anunciou, no sábado, a aprovação de um acordo com o Hamas, que inclui o cessar-fogo e a libertação de reféns em Gaza. O pacto foi firmado um dia antes do início do cessar-fogo planejado.

A guerra em Gaza, que começou após um ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, causou a morte de cerca de 1.200 israelenses e levou ao sequestro de 250 pessoas, conforme os dados israelenses. O conflito resultou na destruição em larga escala na região, que possui uma alta densidade populacional, e gerou um saldo trágico de mais de 46 mil mortos, além de milhões de deslocados, segundo autoridades locais de Gaza.

O cessar-fogo, se bem-sucedido, poderá reduzir as tensões na região, com implicações para outros conflitos no Oriente Médio, envolvendo países como o Irã, grupos aliados como o Hezbollah, os Houthis no Iémen, além de confrontos na Cisjordânia ocupada.

A crise humanitária em Gaza continua a se agravar, com milhões de civis enfrentando fome, doenças e o frio intensificado pela destruição da infraestrutura local. Organizações internacionais têm preparado envios de ajuda humanitária, com caminhões de suprimentos alinhados nas fronteiras de Gaza, aguardando a liberação do acordo de cessar-fogo.

Comentários