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Turista espanhola morre após ataque de elefante em santuário na Tailândia


Uma tragédia ocorreu em um santuário de elefantes no sul da Tailândia na última sexta-feira (3), quando a turista espanhola Blanca Ojanguren Garcia, de 22 anos, foi morta por um elefante durante uma atividade turística. Segundo a polícia local, Garcia e seu namorado estavam participando de uma experiência popular entre visitantes — o banho em elefantes — no santuário Koh Yao Elephant Care, quando o animal se descontrolou e perfurou a turista com suas presas.

As autoridades do distrito de Koh Yao informaram que o casal estava hospedado em um resort na famosa ilha de Phuket e havia decidido fazer um passeio até Koh Yao Yai, onde fica o santuário. O proprietário do local notificou a polícia sobre o incidente imediatamente, e uma investigação foi aberta, ainda em andamento.

Dar banho em elefantes e outras interações diretas com esses animais são atividades turísticas comuns na Tailândia, que abriga tanto elefantes selvagens quanto domesticados. No entanto, o turismo envolvendo elefantes gera preocupações. De acordo com a ONG Proteção Animal Mundial, cerca de 2.800 elefantes são mantidos em cativeiro no país, geralmente em condições inadequadas. A organização denuncia práticas exploratórias e alerta para o risco de manter esses animais em contato direto com humanos.

Além das críticas ao cativeiro, a ONG destaca que os elefantes possuem alta inteligência e grande sensibilidade emocional, tornando o confinamento incompatível com suas necessidades naturais. O relatório da entidade, publicado em 2020, sugere o fim da reprodução em cativeiro e maior fiscalização das condições de vida dos animais.

A Tailândia já teve uma população de elefantes selvagens superior a 100 mil no início do século XX, mas atualmente o número foi reduzido para algo entre 3.000 e 4.000 indivíduos, devido ao desmatamento, caça e invasão humana em seus habitats. Ao mesmo tempo, o número de elefantes domesticados cresceu 134% entre 2010 e 2020, impulsionado pela demanda da indústria turística.

A embaixada da Espanha e o santuário onde ocorreu o incidente ainda não se pronunciaram sobre o caso.

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