3/03/2025 01:38:00 PM

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Mike Waltz, sugeriu que os Estados Unidos poderiam apoiar uma mudança na liderança da Ucrânia, caso o presidente Volodymyr Zelensky não esteja disposto a negociar o fim da guerra. A declaração foi feita neste domingo (2), durante entrevista ao programa “State of the Union”.
“Precisamos de um líder que possa negociar conosco, negociar com a Rússia e acabar com esta guerra”, afirmou Waltz. Segundo ele, se for constatado que Zelensky tem motivações políticas ou pessoais que dificultam o fim do conflito, os EUA terão “um verdadeiro problema nas mãos”.
O conselheiro destacou que o governo ucraniano deve demonstrar, tanto publicamente quanto nos bastidores, que está pronto para buscar a paz.
Concessões territoriais em discussão
Waltz também abordou possíveis termos de negociação entre Rússia e Ucrânia. Para ele, um acordo exigirá concessões territoriais por parte de Kiev e garantias de segurança da Rússia.“O que estou dizendo é que esta guerra precisa acabar, e isso exigirá concessões territoriais. Isso exigirá concessões russas em termos de garantias de segurança. Isso fará com que todos os lados se juntem à mesa. E estamos trabalhando muito para levar essas negociações adiante”, afirmou.
Ao ser pressionado sobre quais territórios poderiam ser cedidos à Rússia, Waltz não entrou em detalhes, mas mencionou que as garantias de segurança poderiam ser lideradas por forças europeias, incluindo tropas do Reino Unido e da França.
Ele também ressaltou que qualquer envolvimento direto dos EUA nesse tipo de garantia precisaria ser negociado.
Escalada do conflito e riscos crescentes
A guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, atingiu um momento crítico. Em outubro de 2024, a tensão aumentou significativamente após o lançamento de um míssil hipersônico russo contra alvos em território ucraniano. Apesar de carregar ogivas convencionais, o projétil tem capacidade para transportar material nuclear, o que elevou a preocupação internacional.O ataque aconteceu após a Ucrânia realizar uma ofensiva dentro do território russo, utilizando armamentos fornecidos por potências ocidentais, como os Estados Unidos, o Reino Unido e a França.
Além disso, a inteligência ocidental denuncia o uso de tropas norte-coreanas no conflito, uma acusação que nem Moscou nem Pyongyang confirmam ou negam.
Diante desse cenário, o presidente russo, Vladimir Putin, reafirmou que suas forças estão avançando com mais eficiência e garantiu que a Rússia atingirá seus objetivos, sem especificar quais seriam esses objetivos.
Por outro lado, Zelensky acredita que a Rússia busca consolidar seu domínio sobre Donbass, que inclui as regiões de Donetsk e Luhansk, e expulsar as forças ucranianas da região de Kursk, na Rússia, onde Kiev mantém controle parcial desde agosto.
As declarações de Waltz reforçam que os EUA estão repensando sua estratégia em relação à Ucrânia e que a possibilidade de uma nova liderança no país pode fazer parte das negociações para encerrar a guerra.
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