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Trump pode iniciar processo para eliminar o Departamento de Educação


O presidente Donald Trump pode dar os primeiros passos para desmantelar o Departamento de Educação ainda esta semana, segundo fontes próximas ao assunto. A iniciativa faz parte de um plano mais amplo para reduzir o tamanho do governo federal.

De acordo com autoridades da Casa Branca, uma ordem executiva já foi preparada para instruir a secretária de Educação, Linda McMahon, a iniciar o processo de fechamento da pasta. Trump pode assinar o documento já na próxima quinta-feira (6), mas os detalhes da medida ainda estão sendo finalizados.

A intenção de extinguir o Departamento de Educação não é nova. Durante sua campanha e ao longo de seu mandato, Trump criticou a atuação da pasta, alegando que ela representa uma interferência excessiva do governo federal no sistema educacional. No entanto, qualquer decisão definitiva dependerá da aprovação do Congresso, conforme destacou McMahon em suas audiências de confirmação no início do ano. Ela foi oficialmente informada sobre a ordem executiva na última segunda-feira (3).

A administração Trump também pretende pressionar o Congresso a aprovar uma legislação que encerre oficialmente o departamento. Propostas semelhantes já foram apresentadas no passado, mas nunca conseguiram apoio suficiente para avançar. Mesmo que a iniciativa seja bem-sucedida, alguns programas de financiamento voltados para a educação básica e especial podem ser realocados para outras agências, como era o caso antes da criação do Departamento de Educação em 1979.

Durante sua campanha, Trump frequentemente associou a pasta a uma suposta imposição ideológica sobre os alunos. No mês passado, ele reforçou essa posição ao declarar: “Vamos acabar com a doutrinação nas escolas e devolver o controle da educação para os pais”. Em tom descontraído, ele ainda comentou com McMahon: “Espero que você faça um ótimo trabalho eliminando seu próprio cargo”.

A proposta de Trump promete reacender o debate sobre o papel do governo federal na educação e deve enfrentar forte resistência no Congresso.

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