4/03/2025 05:49:00 PM

A Casa Branca dispensou vários funcionários do governo, incluindo pelo menos três membros do Conselho de Segurança Nacional (NSC), segundo fontes familiarizadas com a decisão. A medida ocorreu após uma reunião entre o presidente Donald Trump e a ativista de ultradireita Laura Loomer, na qual ela teria sugerido a remoção de determinados assessores.
De acordo com uma das fontes, Loomer apresentou ao presidente uma lista com cerca de uma dúzia de nomes de funcionários considerados desleais à sua agenda. Entre os demitidos estão Brian Walsh, diretor de Inteligência e ex-assessor do senador Marco Rubio; Thomas Boodry, diretor sênior de Assuntos Legislativos; e David Feith, diretor sênior de Supervisão de Tecnologia e Segurança Nacional, que atuou no Departamento de Estado durante o primeiro governo Trump.
O vice-conselheiro de Segurança Nacional, Alex Wong, também foi um dos alvos das críticas de Loomer, mas sua permanência no cargo ainda está indefinida. Segundo um funcionário da Casa Branca, há especulações de que ele possa ser desligado em breve.
O episódio destaca a crescente influência de figuras ultraconservadoras no governo Trump. Loomer, conhecida por suas posições extremas e declarações controversas, afirmou que continuará pressionando por uma “verificação rigorosa” dentro do governo para garantir a lealdade dos funcionários ao presidente.
A reunião entre Trump e Loomer foi realizada no Salão Oval e relatada primeiramente pelo The New York Times. O encontro ocorreu no mesmo dia em que a equipe econômica do governo preparava o anúncio de novas tarifas no Rose Garden.
A participação de Loomer na tomada de decisões do governo não é um caso isolado. Em outra ocasião, o ativista Christopher Rufo, também ligado à direita radical, publicou registros internos que levaram à demissão de funcionários da Agência de Segurança Nacional.
Apesar das demissões recentes, fontes indicam que Trump ainda avalia a situação de outros membros do NSC, incluindo Michael Waltz, conselheiro de Segurança Nacional, que tem sido alvo de críticas por seu envolvimento em um vazamento de informações sobre ataques militares no Iêmen.
A decisão de Trump de se reunir com Loomer gerou reações diversas dentro da Casa Branca. Assessores próximos ao presidente, como Susie Wiles e Sergio Gor, estiveram presentes no encontro, reforçando a legitimidade da reunião. Além deles, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, o vice-presidente JD Vance e o diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, também acompanharam as discussões.
Loomer tem um histórico de polêmicas e já foi banida de várias redes sociais devido a declarações extremistas. Em 2018, por exemplo, ela sugeriu a criação de um serviço de transporte que não aceitasse motoristas muçulmanos. Mais recentemente, participou de eventos ao lado de Trump e tem sido uma voz influente entre seus apoiadores.
O impacto dessas demissões e a influência crescente de ativistas da extrema direita dentro do governo Trump continuam sendo pontos de atenção em Washington.
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