4/20/2025 01:42:00 PM

O Exército de Israel reconheceu neste domingo (20) que cometeu falhas operacionais e violações de ordens militares durante uma ação no sul da Faixa de Gaza que resultou na morte de 15 socorristas palestinos em março. A revisão interna concluiu que não houve tentativa de encobrir o caso, mas apontou erros graves na condução da operação.
O incidente ocorreu em 23 de março, próximo à cidade de Rafah. De acordo com investigações conduzidas pelos próprios militares israelenses, tropas abriram fogo contra um grupo de paramédicos que saía de veículos posteriormente identificados como ambulâncias e um caminhão de bombeiros. Os corpos das vítimas foram enterrados em uma cova rasa e encontrados uma semana depois por representantes da ONU e do Crescente Vermelho Palestino.
O relatório apontou que o subcomandante da tropa ordenou o ataque acreditando que os veículos pertenciam ao Hamas. Segundo os militares, a má visibilidade noturna impediu o reconhecimento adequado dos alvos. No entanto, imagens divulgadas pelo Crescente Vermelho Palestino mostram os veículos claramente identificados, com luzes de emergência acesas, sendo atingidos por disparos.
“Foi determinado que os dois primeiros ataques ocorreram por um mal-entendido operacional, enquanto o terceiro envolveu violação direta de ordens durante combate”, diz trecho do comunicado oficial. A investigação também revelou que houve omissões e imprecisões no relatório original do ocorrido.
Como resultado, o comandante da operação será formalmente repreendido por sua responsabilidade geral no caso. Já o subcomandante será removido do cargo por ter liderado a ação em campo e por relatar os fatos de forma incompleta.
Apesar da gravidade do episódio, os militares não informaram se haverá responsabilização criminal dos envolvidos. O Exército israelense também afirmou, sem apresentar provas, que seis das 15 vítimas seriam integrantes do Hamas.
O caso aumenta a pressão sobre Israel diante de críticas internacionais a suas ações em Gaza, especialmente no que diz respeito à segurança de civis e trabalhadores humanitários em zonas de conflito.
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