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Indicado de Trump para comandar a NASA afirma que agência priorizará missão tripulada a Marte


O bilionário Jared Isaacman, indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para comandar a NASA, afirmou que sua prioridade será levar astronautas norte-americanos a Marte. A declaração consta em um depoimento por escrito enviado ao Comitê de Comércio, Ciência e Transporte do Senado, que realizará a audiência de confirmação nesta quarta-feira (9).

“Vamos priorizar o envio de astronautas americanos a Marte. No caminho, inevitavelmente conquistaremos a capacidade de retornar à Lua e avaliar os benefícios científicos, econômicos e de segurança nacional de manter uma presença na superfície lunar”, escreveu Isaacman, de 42 anos.

Fundador da empresa Shift4 Payments e conhecido por liderar missões espaciais privadas com a SpaceX, Isaacman também expressou preocupação com o ritmo atual da agência espacial. Segundo ele, os constantes atrasos e estouros de orçamento em diversos programas da NASA são “desanimadores”.

Em conversas com membros do Senado na semana passada, Isaacman destacou que levar humanos à Lua antes da China é um imperativo nacional. A declaração foi interpretada como uma tentativa de aliviar temores de que o bilionário, aliado de Elon Musk, poderia desviar o foco da NASA do programa lunar Artemis — criado durante o primeiro mandato de Trump para acelerar o retorno dos EUA à Lua e preparar o terreno para missões a Marte.

Apesar da ênfase em Marte, o depoimento de Isaacman levanta dúvidas sobre como essa nova prioridade poderá impactar os investimentos e cronogramas já em andamento no programa lunar. A NASA já comprometeu bilhões de dólares com o Artemis, que envolve parceria com países aliados e forte participação de empresas privadas — entre elas, a própria SpaceX, de Musk.

O apoio de Musk à campanha de Trump e sua influência na indicação de Isaacman também geram debate nos bastidores. O empresário já investiu cerca de US$ 250 milhões na reeleição de Trump e tem declarado publicamente que vê a Lua como uma distração frente ao verdadeiro objetivo: a colonização de Marte.

A audiência desta quarta-feira deverá ser crucial para esclarecer a posição do indicado sobre o futuro das missões lunares e os rumos da agência espacial americana.

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