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Luigi Mangione se declara inocente após acusação de matar executivo de seguro de saúde; promotores pedem pena de morte nos EUA


Na última sexta-feira (25), Luigi Mangione, de 26 anos, declarou-se inocente das acusações federais relacionadas ao assassinato de Brian Thompson, ex-presidente da unidade de seguros UnitedHealthcare, do UnitedHealth Group. A audiência foi conduzida pela juíza distrital Margaret Garnett, em um tribunal federal lotado no sul de Manhattan.

Mangione já havia negado as acusações em processo separado na esfera estadual. Agora, responde também à Justiça federal, após os promotores anunciarem formalmente a intenção de buscar a pena de morte — medida rara e controversa no estado de Nova York.

Thompson foi morto a tiros em 4 de dezembro do lado de fora de um hotel em Manhattan, onde ocorria uma conferência de investidores da empresa. Segundo autoridades, cápsulas de bala com as palavras “negar”, “atrasar” e “destituir” foram encontradas na cena do crime — uma possível crítica direta às práticas das seguradoras de saúde, frequentemente acusadas de dificultar o acesso a tratamentos por meio de burocracias e negativas.

O caso gerou comoção nos Estados Unidos. Enquanto líderes públicos condenaram o crime, parte da população expressou simpatia por Mangione, alegando que o ataque destacou os altos custos e as injustiças do sistema de saúde norte-americano.

O Departamento de Justiça, liderado pela procuradora-geral Pam Bondi, formalizou na quinta-feira anterior o pedido de pena de morte. Em documento, os promotores alegaram que Mangione representa “perigo futuro” por supostamente pretender atacar toda a indústria de seguros de saúde, com motivações políticas e sociais.

A defesa de Mangione reagiu, chamando a decisão do governo de “assumidamente política” e acusando a procuradora de violar os protocolos para decisões envolvendo a pena capital.

Caso seja condenado, caberá a um júri decidir, em uma fase separada do julgamento, se recomenda ou não a pena de morte. A decisão precisa ser unânime, e, se for confirmada, o juiz é obrigado a aplicá-la.

Mangione segue preso em uma penitenciária federal no Brooklyn enquanto aguarda os desdobramentos do processo.

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