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Elon Musk é apontado como fardo no governo Trump, avalia pesquisador


Elon Musk anunciou nesta quarta-feira (28) o fim de sua participação voluntária no governo dos Estados Unidos. O bilionário, que comandava o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) havia 130 dias, comunicou sua saída por meio de uma postagem na rede social X.

Musk assumiu o cargo com a promessa de reduzir os gastos públicos e gerar uma economia de US$ 2 trilhões. No entanto, ao deixar o posto, afirmou ter economizado US$ 175 bilhões — número amplamente contestado por especialistas.

Para o professor e pesquisador de Harvard, Vitelio Brustolin, a passagem de Musk pelo governo foi marcada por controvérsias e pouco resultado efetivo. Em entrevista à CNN, ele classificou o empresário como um “fardo desnecessário” para a gestão pública.

A atuação de Musk gerou críticas dentro e fora dos Estados Unidos. Uma das mais duras veio de Bill Gates, que condenou a proposta de cortar ajuda externa a países em situação de vulnerabilidade. “A imagem do homem mais rico do mundo matando crianças mais pobres do mundo não é bonita”, disse o fundador da Microsoft.

O empresário também se envolveu em conflitos com membros do governo, como o secretário de Comércio, Scott Bessent, e Peter Navarro, responsável por políticas tarifárias. Com o tempo, sua influência política foi diminuindo, especialmente após fracassos em tentativas de interferência eleitoral nos Estados Unidos e na Alemanha.

A imagem de Musk passou a ser alvo de protestos em diversos países, embora ele continue sendo um dos principais doadores da atual administração, com aportes de centenas de milhões de dólares.

A saída do empresário ocorre em meio a uma crise política, agravada pela recente aprovação de uma lei que amplia o déficit público — justamente o oposto do que previa o plano de contenção de gastos do DOGE.

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