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EUA consideram reduzir tropas na Europa, afirma embaixador na OTAN


Os Estados Unidos iniciarão discussões com seus aliados europeus ainda este ano para avaliar a possibilidade de reduzir suas tropas estacionadas na Europa, informou o embaixador americano na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Matthew Whitaker, nesta sexta-feira (16).

Whitaker esclareceu que, embora nenhuma decisão final tenha sido tomada, as conversas ocorrerão no âmbito da OTAN. “Isso certamente acontecerá após a cúpula em Haia, em junho. Todos os nossos aliados estão preparados para isso”, afirmou o embaixador, durante uma conferência de segurança realizada na Estônia.

O embaixador destacou que, caso haja mudanças no contingente militar, elas serão discutidas em conjunto com os aliados para garantir que não haja brechas na segurança regional. “São mais de três décadas em que os Estados Unidos avaliam essa possibilidade. O presidente Trump decidiu que é o momento de agir. Será um processo organizado, mas não há mais espaço para adiamentos”, declarou.

Declarações do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, em fevereiro, reforçaram essa posição. Hegseth argumentou que “realidades estratégicas difíceis” impedem que os Estados Unidos se concentrem exclusivamente na segurança europeia. Em uma conversa vazada, Hegseth e o vice-presidente J.D. Vance teriam criticado os aliados europeus, acusando-os de “parasitismo”, conforme relatado pelo jornal The Atlantic.

Esses comentários intensificaram preocupações na Europa sobre o comprometimento dos Estados Unidos com a aliança militar, especialmente diante da relutância do governo Trump em continuar apoiando a Ucrânia contra a invasão russa.

Apesar disso, Whitaker garantiu que os Estados Unidos continuarão comprometidos com a OTAN. “Permaneceremos como um grande amigo e aliado”, assegurou. Ele também alertou a União Europeia contra políticas que limitem a participação de empresas não europeias em contratos de defesa, destacando que tal postura poderia prejudicar a interoperabilidade da aliança, encarecer o rearmamento europeu e sufocar a inovação.

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