5/10/2025 12:59:00 PM

Após quatro dias consecutivos de confrontos entre Índia e Paquistão, os dois países concordaram com um cessar-fogo total e imediato. O anúncio foi feito na manhã deste sábado (10) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mediou as negociações.
Em comunicado oficial, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão confirmou o acordo, destacando que o cessar-fogo entrou em vigor imediatamente. Já o Ministério das Relações Exteriores da Índia informou que a trégua começou às 17h no horário local (8h30 no horário de Brasília).
“Após uma noite de intensas negociações mediadas pelos Estados Unidos, tenho o prazer de anunciar que Índia e Paquistão concordaram com um cessar-fogo total e imediato”, declarou Trump. O presidente americano parabenizou os dois países por optarem pelo diálogo, evitando uma escalada maior do conflito.
Os confrontos recentes começaram na quarta-feira (7), após ataques aéreos da Índia contra alvos que o país classificou como “infraestrutura terrorista” na Caxemira paquistanesa e no território do Paquistão. A ofensiva ocorreu em resposta a um atentado que matou 26 turistas hindus na Caxemira indiana, atribuído a grupos militantes supostamente apoiados pelo Paquistão. Islamabad negou envolvimento e rejeitou as acusações indianas.
Desde então, os dois países trocaram disparos de artilharia, ataques com drones e lançamentos de mísseis em suas fronteiras, levando à morte de 66 civis nos dois lados. O temor de uma escalada nuclear aumentou quando o Exército paquistanês anunciou uma possível reunião de seu órgão de supervisão de armas nucleares. No entanto, o ministro da Defesa do Paquistão negou que tal encontro estivesse planejado.
A disputa entre Índia e Paquistão pela região da Caxemira remonta à partilha do território em 1947, após o fim do domínio britânico. Desde então, os dois países, que possuem armas nucleares, entraram em guerra três vezes, incluindo duas vezes pela Caxemira, além de enfrentarem diversos confrontos esporádicos.
O cessar-fogo anunciado hoje traz alívio temporário à tensão na região. Líderes militares dos dois países devem voltar a se reunir em 12 de maio para avaliar o cumprimento do acordo.
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