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Índia exige justiça por ataque na Caxemira enquanto EUA tentam conter escalada com o Paquistão


O ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, afirmou nesta quarta-feira (30) ter deixado claro ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que os responsáveis pelo atentado ocorrido na Caxemira em 22 de abril devem ser responsabilizados. O ataque resultou na morte de pelo menos 26 pessoas, a maioria turistas hindus.

A conversa entre os diplomatas ocorre em meio a esforços dos EUA para evitar uma escalada nas tensões entre Índia e Paquistão — dois países com histórico de conflitos armados e que possuem arsenais nucleares. Segundo o Departamento de Estado norte-americano, Rubio ligou para autoridades dos dois países pedindo cooperação e moderação, além de expressar apoio à Índia no combate ao extremismo.

Jaishankar destacou, em publicação na rede social X, que “os autores, patrocinadores e planejadores do ataque devem ser levados à Justiça”. Já o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu que os EUA pressionem Nova Délhi a “reduzir a retórica e agir com responsabilidade”, segundo nota divulgada por seu gabinete.

O atentado ocorreu em um acampamento turístico na região de Pahalgam, sul da Caxemira indiana. De acordo com relatos de sobreviventes e autoridades, os atiradores separaram as vítimas por religião antes de abrir fogo contra hindus. A Índia identificou três suspeitos, incluindo dois cidadãos paquistaneses, e os classificou como “terroristas” ligados à insurgência separatista ativa na região desde 1989.

O Paquistão, por sua vez, negou qualquer envolvimento no atentado e pediu uma investigação imparcial. O governo paquistanês alega que presta apenas apoio moral e diplomático à reivindicação da população da Caxemira por autodeterminação.

A Caxemira continua sendo uma das regiões mais disputadas do mundo. De maioria muçulmana, é reivindicada por Índia e Paquistão, que já travaram duas guerras pela sua posse. Atualmente, a região é dividida entre os dois países, mas ambos continuam a alegar soberania total sobre o território.

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