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Irã mantém posição firme após retomada de negociações nucleares


Neste domingo (11), negociadores de alto escalão dos Estados Unidos e do Irã reabriram o diálogo em busca de um acordo sobre o programa nuclear iraniano. As conversas ocorrem em Mascate, Omã, com a mediação de diplomatas omanenses, em meio ao endurecimento da postura de Washington às vésperas da visita do presidente americano, Donald Trump, ao Oriente Médio.

As negociações são lideradas pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e pelo enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff. Apesar do compromisso declarado de ambos os lados com a diplomacia, profundas divergências persistem, especialmente em relação às chamadas “linhas vermelhas” que podem definir o sucesso ou o fracasso das conversas.

Antes de partir para Mascate, Araqchi expressou otimismo cauteloso. Em entrevista à emissora estatal iraniana IRIB, afirmou esperar um diálogo “construtivo”, mas reforçou que o Irã manterá seus “princípios fundamentais”. Entre esses princípios está o direito ao enriquecimento de urânio, uma questão central nas discussões.

Em contrapartida, Witkoff destacou em entrevista ao Breitbart News que a posição de Washington é clara: “Sem enriquecimento. Isso significa desmantelamento, sem armamento”. O governo americano exige o fechamento de instalações nucleares críticas do Irã, incluindo os complexos de Natanz, Fordow e Isfahan.

Araqchi rebateu as declarações de Witkoff, afirmando que o Irã não abrirá mão de seu direito ao desenvolvimento nuclear para fins pacíficos, conforme permitido pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). “Nosso programa nuclear é transparente, baseado em fundamentos legais e legítimos”, declarou o chanceler iraniano.

Autoridades iranianas indicam que Teerã está disposto a negociar restrições ao seu programa nuclear em troca do alívio de sanções econômicas. No entanto, o encerramento completo do enriquecimento de urânio e a entrega do estoque acumulado são “linhas vermelhas” que o governo iraniano considera inegociáveis.

Enquanto isso, nas ruas de Teerã, os cidadãos acompanham com expectativa e cautela o desenrolar das negociações. Muitos esperam um desfecho pacífico, mas temem que a abordagem assertiva de Trump possa prejudicar o progresso diplomático.

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