6/24/2025 01:05:00 PM

As equipes de resgate da Indonésia localizaram nesta terça-feira (24) o corpo da brasileira Juliana Marins, de 24 anos, que estava desaparecida desde sexta-feira (20) no vulcão Rinjani, na ilha de Lombok. Juliana não resistiu aos ferimentos após cair de uma altura de aproximadamente 300 metros durante uma trilha na região.
Natural de Niterói (RJ), Juliana era dançarina profissional de pole dance e estava em uma viagem pela Ásia desde fevereiro. Antes de chegar à Indonésia, ela passou por países como Filipinas, Tailândia e Vietnã. Segundo amigos, ela realizava o sonho de conhecer o continente asiático.
O acidente ocorreu quando Juliana teria escorregado em um trecho da trilha no vulcão. Outros turistas que estavam no local testemunharam o momento da queda e rapidamente acionaram socorro pelas redes sociais, compartilhando a localização exata, imagens de drones e vídeos para ajudar nas buscas.
Uma grande mobilização nas redes sociais, envolvendo voluntários, autoridades locais e até apoio do governo brasileiro, tentou acelerar o resgate. No entanto, após quatro dias de buscas intensas, a jovem foi encontrada sem vida.
Pai viajou para a Indonésia para acompanhar buscas
Manoel Marins Filho, pai de Juliana, embarcou nesta terça-feira (24) para Bali, na Indonésia, na tentativa de acompanhar de perto os trabalhos de resgate. Antes do embarque, ele publicou um vídeo nas redes sociais pedindo orações e agradecendo pelo apoio que a família recebeu."Estamos embarcando agora para Bali. São praticamente 10 horas de voo até lá. Quero pedir que vocês sigam orando pelo resgate da Juliana, que ela esteja bem e possa voltar conosco para o Brasil", declarou Manoel emocionado.
Ele também agradeceu o suporte da embaixada brasileira em Jacarta e do governo federal, citando diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria oferecido apoio diplomático.
Relatos apontam falta de segurança no local
O episódio reacende discussões sobre a precariedade na estrutura turística da região. O brasileiro Vinicius dos Santos, que visitou Lombok em 2023, relatou que chegou a cogitar subir o Monte Rinjani, mas desistiu após perceber a falta de segurança oferecida pelas empresas locais."O turismo na região é bastante precário. Não há sinalização, os socorristas demoram e muitos guias trabalham sem equipamentos básicos, como rádios ou kits de primeiros socorros. É praticamente por sua conta e risco", contou.
O Monte Rinjani é um dos principais destinos de trilha da Indonésia e atrai centenas de turistas todos os meses, apesar dos riscos e das denúncias constantes sobre a falta de infraestrutura adequada para atividades desse porte.
Comentários
Postar um comentário