6/07/2025 01:00:00 PM

O empresário Elon Musk apagou neste sábado (7) uma publicação polêmica em que sugeria que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria envolvido com Jeffrey Epstein, financista acusado de tráfico sexual de menores e que morreu na prisão em 2019 antes de ser julgado.
Na postagem feita na plataforma X, Musk escreveu: “Hora de soltar a bomba: @realDonaldTrump está nos arquivos de Epstein. Essa é a verdadeira razão pela qual eles não foram tornados públicos. Tenha um bom dia, DJT!”. O bilionário não apresentou evidências nem explicou como teria tido acesso a documentos ainda não divulgados oficialmente.
A acusação gerou forte repercussão nas redes sociais e foi criticada pela equipe de Trump. Em nota oficial, a secretária de imprensa Karoline Leavitt classificou a declaração como “um episódio lamentável”.
A mensagem de Musk também reacendeu teorias da conspiração que circulam há anos sobre uma suposta “lista de clientes” de Epstein — nomes de figuras influentes que teriam participado do esquema de exploração sexual. No entanto, não há provas concretas que sustentem essa teoria.
A jornalista Julie K. Brown, do Miami Herald, que acompanha o caso de Epstein há mais de uma década, afirmou que, segundo fontes próximas ao FBI, não existem registros de uma lista com nomes de clientes envolvidos diretamente na rede de tráfico sexual operada por Epstein.
Embora Trump tenha sido amigo de Epstein no passado, não há qualquer acusação formal contra o ex-presidente no caso. Durante sua campanha presidencial de 2024, ele chegou a prometer divulgar mais documentos sobre a investigação.
Estar citado em arquivos ligados ao processo não significa, por si só, envolvimento em crimes. A maioria dos registros permanece sob sigilo, e investigações seguem em andamento em diferentes frentes nos Estados Unidos.
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