6/20/2025 01:07:00 PM

O Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, investiga se Elizabete Arrabaça, presa pela suspeita de participar da morte da nora, Larissa Rodrigues, também está envolvida na morte da própria filha, Nathália Garnica, ocorrida em fevereiro deste ano.
Inicialmente tratada como morte natural, a causa do falecimento de Nathália passou a ser investigada como homicídio após a confirmação de envenenamento. O laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou a presença de “chumbinho”, um veneno altamente tóxico usado no controle de pragas e cuja venda é proibida no Brasil.
A partir do resultado, a polícia exumou o corpo da jovem e confirmou que ela morreu por ingestão da mesma substância. O irmão da vítima, o médico Luiz Antonio Garnica, de 38 anos, também passou a ser formalmente investigado.
“Diante da semelhança entre os casos, instauramos um inquérito específico para apurar a morte da Nathália”, afirmou o delegado Fernando Bravo, responsável pelas investigações.
Além dos depoimentos já colhidos, a polícia realizará novas oitivas com Elizabete e Luiz, além de periciar os celulares e computadores de ambos em busca de informações que possam esclarecer os crimes.
Morte de Larissa Rodrigues
O corpo de Larissa Rodrigues foi encontrado no dia 22 de março dentro do apartamento onde morava com o marido, no bairro Jardim Botânico, na zona sul de Ribeirão Preto. A investigação aponta que o médico Luiz Antonio Garnica, marido da vítima, tentou limpar o local antes da chegada da perícia, o que levantou suspeitas de tentativa de ocultação de provas.Testemunhas relataram que, dias antes da morte de Larissa, Elizabete Arrabaça procurava comprar "chumbinho", mesmo sabendo que a venda do produto é proibida. Além disso, a família da professora denunciou que a conta bancária dela foi movimentada após sua morte.
Diante dos indícios reunidos, a Justiça decretou a prisão preventiva de Luiz e de sua mãe, Elizabete. Ambos seguem detidos enquanto as investigações avançam.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que o caso segue sob investigação da 3ª Delegacia de Homicídios do DEIC e do DEINTER 3, em Ribeirão Preto.
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