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Capitão da Marinha vai a júri popular por assassinato dos pais do ex-namorado no Rio


O capitão de fragata da Marinha do Brasil, Cristiano da Silva Lacerda, de 51 anos, será julgado por um júri popular nesta quarta-feira (16), a partir das 13h, no III Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro. Ele é acusado de matar brutalmente os pais de seu ex-companheiro, em um crime que chocou o bairro do Jardim Botânico, na Zona Sul da cidade.

O duplo homicídio ocorreu na noite de 24 de junho de 2022. As vítimas, Geraldo Pereira Coelho, de 73 anos, e Osélia da Silva Coelho, de 72, foram mortos a facadas no apartamento onde estavam hospedados — o mesmo em que o acusado vivia anteriormente com o filho do casal, Felipe da Silva Coelho.

De acordo com o Ministério Público, o crime foi cometido de maneira especialmente cruel, quando os idosos já se preparavam para dormir. O juiz responsável pelo caso destacou que houve múltiplos golpes de faca, o que indica sofrimento intenso das vítimas e impossibilidade de defesa.

A defesa de Cristiano tentou impedir o júri, alegando distúrbios psiquiátricos e buscando a aplicação de uma excludente de culpabilidade. No entanto, a Justiça negou o recurso em março de 2024, acolhendo a argumentação do Ministério Público, que apresentou laudos atestando a plena sanidade mental do acusado à época do crime.

Em depoimento à polícia, Felipe da Silva Coelho contou que o relacionamento com Cristiano havia terminado dias antes dos assassinatos e que ele chegou a ser ameaçado e agredido pelo ex-namorado. Na noite do crime, Felipe recebeu uma mensagem de Cristiano, afirmando que sua mãe passava mal. Ao chegar ao apartamento, encontrou os pais mortos e o acusado escondido dentro de um baú, ao lado de uma faca, comprimidos e uma garrafa de whisky.

Cristiano Lacerda está preso preventivamente desde o dia do crime. Ele vai responder por duplo homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.

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