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São Paulo registra recorde de feminicídios no primeiro semestre


A capital paulista contabilizou 29 casos de feminicídio entre janeiro e maio deste ano, o maior número já registrado em um primeiro semestre desde que o crime passou a ser tipificado no Brasil, em 2015. Mesmo sem os dados de junho, que ainda não foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), o número já supera todos os primeiros semestres anteriores.

A Lei do Feminicídio, sancionada em 2015, classifica o crime como homicídio qualificado quando envolve violência doméstica e familiar, além de menosprezo ou discriminação à condição de mulher da vítima.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, os números de 2025 já mostram um aumento preocupante. De janeiro a junho de 2024, foram registrados 25 feminicídios na cidade — quatro a menos do que neste ano. Em todo o ano passado, a capital somou 51 casos, recorde histórico. No mesmo período, o estado de São Paulo também atingiu seu maior número anual, com 253 registros de feminicídio.

Tentativa de feminicídio em Ermelino Matarazzo

Na manhã desta quinta-feira (10), uma adolescente de 17 anos foi vítima de uma tentativa de feminicídio no bairro de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, o ex-namorado da jovem, um adolescente de 16 anos, invadiu a residência onde ela estava sozinha e a atacou com diversas facadas.

A vítima foi socorrida em estado grave ao Hospital Ermelino Matarazzo. O agressor foi localizado pouco depois e encaminhado ao 24º Distrito Policial (Ponte Rasa), onde o caso será investigado.

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