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Sentença de Sean “Diddy” Combs será anunciada em outubro por decisão judicial


O magnata da música Sean “Diddy” Combs será sentenciado no dia 3 de outubro de 2025 por duas acusações de transporte para prostituição. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (8) pelo juiz federal Arun Subramanian, responsável pelo caso em Manhattan.

A data foi definida após um pedido da defesa, feito pelo advogado Marc Agnifilo, e teve o aval dos promotores e da equipe de condicional. Combs, de 55 anos, permanece detido no presídio do Brooklyn desde sua prisão em setembro do ano passado.

Durante o julgamento, o júri absolveu Combs das acusações mais graves — tráfico sexual e extorsão — que poderiam resultar em prisão perpétua. No entanto, ele foi condenado por promover o transporte de pessoas para atividades de prostituição em festas privadas marcadas pelo uso de drogas e presença de profissionais do sexo.

A decisão mista gerou reações opostas: enquanto os promotores expressaram frustração, o réu e seus apoiadores comemoraram o desfecho parcial. Segundo a acusação, Combs teria coagido duas ex-namoradas — Casandra “Cassie” Ventura e uma mulher identificada apenas como Jane — a se envolverem em atos sexuais não consentidos. As ações teriam ocorrido com o apoio de funcionários ligados ao artista.

Outra testemunha, chamada de Mia, afirmou ter sido repetidamente abusada por Combs enquanto trabalhava para ele.

Apesar da condenação, Combs continua negando todas as acusações. A defesa e a promotoria deverão apresentar suas recomendações de sentença até o fim de setembro. O Ministério Público defende uma pena entre 51 e 63 meses (cerca de 4 a 6 anos), conforme as diretrizes federais. Já a equipe jurídica do réu sustenta que a pena recomendada seria de dois anos.

O juiz Subramanian não é obrigado a seguir as orientações sugeridas pelas diretrizes e poderá impor uma pena maior ou menor. A defesa ainda pode entrar com pedido para anular a condenação.

Além do caso criminal, Combs enfrenta dezenas de processos civis por alegações de abuso, que ele nega veementemente.

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