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Zâmbia descarta casos suspeitos de Ebola, mas reforça vigilância após avanço da doença no Congo


A Zâmbia descartou dois casos suspeitos de Ebola após análises laboratoriais, mas mantém medidas reforçadas de vigilância e controle nas fronteiras devido ao avanço da doença na vizinha República Democrática do Congo (RDC).

O Ministério da Saúde zambiano informou que o risco de entrada do vírus no país continua elevado. Para reduzir a possibilidade de disseminação, autoridades ampliaram os protocolos de triagem em postos de fronteira e em unidades de saúde que atendem pacientes com sintomas compatíveis com a infecção.

Na sexta-feira (29), autoridades da RDC relataram que o número de casos suspeitos da cepa Bundibugyo do Ebola chegou a 1.028. A variante também já foi identificada em Uganda, aumentando a preocupação das autoridades sanitárias da região.

Em comunicado, o governo da Zâmbia afirmou que ferramentas e procedimentos específicos já estão sendo utilizados para detectar possíveis infecções tanto nos pontos de entrada do país quanto entre pessoas que apresentem sinais da doença.

A cepa Bundibugyo, identificada pela primeira vez em uma província de Uganda há quase duas décadas, preocupa especialistas por ter circulado durante um período prolongado sem ser detectada. O surto ocorre em uma área densamente povoada, o que dificulta o rastreamento de contatos e o isolamento de pessoas infectadas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os primeiros sintomas do Ebola costumam ser semelhantes aos da gripe, incluindo febre, fadiga, mal-estar, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Com a evolução da doença, os pacientes podem apresentar vômitos, diarreia, hemorragias internas e externas e, nos casos mais graves, falência múltipla de órgãos.

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