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Ataque russo contra a Ucrânia deixa ao menos três mortos


Ataques com drones e mísseis lançados pela Rússia contra a região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, deixaram ao menos três mortos, incluindo uma mulher grávida de 22 anos, segundo autoridades ucranianas nesta terça-feira (9). Outras pessoas também ficaram feridas durante a ofensiva.

Os bombardeios ocorrem em meio à intensificação dos confrontos entre os dois países. Nas últimas semanas, a Rússia ampliou os ataques aéreos contra cidades ucranianas, enquanto Kiev aumentou o uso de drones de longo alcance para atingir instalações estratégicas em território russo. Segundo autoridades locais, essas ações têm provocado dificuldades no abastecimento de combustível em áreas controladas por Moscou, incluindo a Crimeia.

Na cidade de Chuhuiv, na região de Kharkiv, um ataque com mísseis atingiu áreas residenciais durante a madrugada. De acordo com promotores regionais, além das três mortes, seis pessoas ficaram feridas. Imóveis, garagens e estabelecimentos comerciais sofreram danos.

Já na capital regional, Kharkiv, um ataque com drones provocou incêndios e levou 16 pessoas a procurarem atendimento médico, informou o governador Oleh Syniehubov. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram prédios atingidos pelas chamas e equipes de emergência trabalhando no local.

Enquanto isso, autoridades instaladas pela Rússia na Crimeia afirmaram que sistemas de defesa aérea foram acionados para conter um ataque de drones contra Sebastopol, principal base da Frota do Mar Negro.

As informações divulgadas por ambos os lados não puderam ser verificadas de forma independente.

Conversas diplomáticas continuam

Em paralelo aos confrontos, esforços diplomáticos para encerrar a guerra seguem enfrentando obstáculos. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que teve uma conversa telefônica considerada positiva com os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner. Segundo ele, há disposição para buscar avanços nas negociações nas próximas semanas.

Recentemente, Zelensky tornou pública uma proposta para a realização de negociações diretas com o presidente russo, Vladimir Putin, como forma de tentar encerrar o conflito. A iniciativa, no entanto, foi rejeitada por Moscou.

Em entrevista publicada pelo jornal britânico The Guardian, o líder ucraniano afirmou que existem diferentes visões dentro da Rússia sobre a continuidade da guerra e voltou a defender uma solução diplomática para o conflito.

Putin, por sua vez, declarou na semana passada que os ataques promovidos pela Ucrânia não representam uma ameaça significativa para a economia russa, embora reconheça impactos provocados pela guerra.

Apoio internacional

Os ataques ocorreram enquanto Zelensky retornava de reuniões em Londres com líderes do Reino Unido, França e Alemanha. Os três países manifestaram apoio a iniciativas voltadas para um cessar-fogo.

No Conselho de Segurança da ONU, a ministra das Relações Exteriores da Finlândia, Elina Valtonen, reiterou o apoio dos países nórdicos à proposta ucraniana de um cessar-fogo imediato e de negociações diretas entre Kiev e Moscou.

Zelensky também revelou que recebeu em Kiev o empresário russo Roman Abramovich, que teria atuado como intermediário em contatos relacionados a possíveis negociações. Segundo o presidente ucraniano, a Ucrânia continua aberta ao diálogo, mas mantém a posição de não abrir mão dos territórios que considera parte de sua soberania.

As negociações de paz lideradas pelos Estados Unidos permanecem sem avanços concretos, enquanto os combates seguem intensos em diferentes frentes da guerra que já se estende por mais de cinco anos.

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