6/17/2026 10:04:00 PM
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Nesta terça-feira (16), autoridades do Chile realizaram a remoção de uma estrutura improvisada que havia sido construída sobre uma zanja no deserto do norte do país, na região de Tarapacá, próximo à fronteira com a Bolívia. O caso ganhou atenção após a divulgação de imagens mostrando o bloqueio sendo destruído por máquinas do governo.
De acordo com o governo chileno, a passagem havia sido montada de forma irregular para permitir a travessia por cima do fosso, que integra as ações de controle migratório e combate a atividades ilícitas na região. Segundo as autoridades, o tipo de estrutura pode ser utilizado por redes criminosas envolvidas no transporte de mercadorias e veículos roubados entre os dois países.
Após a identificação do ponto de travessia, equipes do Estado foram acionadas e realizaram a retirada do acesso improvisado, restabelecendo a interrupção do caminho sobre a escavação.
O Palácio de La Moneda afirmou que a área é monitorada de forma constante e reforçou a política de controle de fronteiras ao declarar: “Nosso escudo fronteiriço é monitorado e vigiado diariamente. Destruiremos toda intenção de ilegalidade. No nosso país a entrada é pela porta”.
A ação faz parte do programa “Escudo Fronteiriço”, iniciativa do governo de José Antonio Kast, que prevê o uso de barreiras físicas, como valas e muros, além de vigilância militar e tecnológica para reduzir a entrada irregular de pessoas no território chileno.
O subsecretário do Interior, Máximo Pavez, comentou o episódio ao afirmar: “Isso mostra que esse elemento de contra-mobilidade está funcionando”.
Ele acrescentou que tentativas de contornar os controles podem ocorrer, mas que serão respondidas rapidamente pelas autoridades: “Todas as tentativas de obstruir o trabalho dessa barreira de contramobilidade serão enfrentadas pelo Exército do Chile e pelo ministério de Obras Públicas, de forma que não haverá espaço para retroceder no controle da fronteira”.
O governo também afirmou que medidas de fiscalização sobre empregadores de imigrantes em situação irregular estão sendo ampliadas, dentro do mesmo pacote de ações de controle migratório.
As autoridades estimam que centenas de milhares de migrantes estejam atualmente em situação irregular no país e afirmam que parte deles pode ser alvo de processos de deportação, embora reconheçam limitações operacionais e dificuldades diplomáticas para repatriações, especialmente em relação a alguns países de origem.
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