6/20/2026 08:07:00 AM
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O Programa Mundial de Alimentos (PMA), ligado às Nações Unidas, informou nesta quarta-feira (17) que recebeu com satisfação uma doação de US$ 800 milhões dos Estados Unidos. O valor chega após reduções anteriores no financiamento feitas durante a administração do presidente Donald Trump.
Segundo o órgão, os recursos serão usados para reforçar a resposta a crises humanitárias e ampliar a assistência em diferentes regiões. O PMA destaca que a fome no mundo atingiu níveis elevados e que o número de pessoas em situação de insegurança alimentar grave deve continuar crescendo ao longo do ano.
Os Estados Unidos permanecem como o principal doador da agência, embora sua contribuição tenha sofrido uma queda significativa, passando de cerca de US$ 2 bilhões em 2024 para aproximadamente US$ 2 bilhões em 2025, após reduções no período recente.
Com o novo aporte, o PMA afirma que poderá antecipar o armazenamento de alimentos, ampliar programas de transferência de dinheiro para famílias afetadas e garantir a continuidade das cadeias de suprimento em áreas sob crise, como Líbano, Haiti e República Democrática do Congo.
Historicamente, os Estados Unidos ocupam posição de liderança entre os maiores financiadores de ajuda humanitária global, mas os valores destinados à ONU têm variado nos últimos anos devido a mudanças nas políticas de assistência externa.
Em 2025, o total de financiamento humanitário norte-americano destinado às Nações Unidas ficou em torno de US$ 3,38 bilhões, abaixo dos US$ 14,1 bilhões registrados no ano anterior, após cortes mais amplos de gastos.
Na terça-feira (16), o Departamento de Estado dos EUA também anunciou US$ 218 milhões em ajuda destinada ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Atualmente, o PMA opera sob uma liderança interina, enquanto os Estados Unidos trabalham na indicação de um novo dirigente para a agência, após a saída de Cindy McCain por motivos de saúde.
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