6/12/2026 10:47:00 AM

Os Estados Unidos e o Irã podem formalizar um acordo provisório já no próximo domingo (14), segundo informações de fontes familiarizadas com as negociações diplomáticas entre os dois países. A assinatura do documento deve ocorrer em Genebra, na Suíça, marcando um novo passo nas tratativas para encerrar o conflito e estabelecer bases para futuras negociações.
De acordo com pessoas envolvidas nas discussões, a cerimônia contará com representantes dos dois governos e poderá ter a presença do vice-presidente norte-americano, JD Vance. A escolha de Genebra também coincide com a agenda internacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que participará de compromissos na Europa nos próximos dias.
Na quinta-feira (11), Trump afirmou que um “grande acordo” estava próximo de ser concluído e sugeriu que os termos finais já haviam sido aprovados pelas lideranças envolvidas. O presidente declarou ainda ter cancelado operações militares planejadas após avanços significativos nas negociações.
Segundo fontes diplomáticas, a assinatura do memorando de entendimento representará o início de uma nova etapa das conversas, voltada à implementação prática dos compromissos assumidos pelas partes. O documento estaria sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em referência ao papel desempenhado pelo Paquistão como mediador das negociações.
Veículos de comunicação iranianos informaram que o acordo provisório entrou em sua fase final de elaboração. A proposta teria sido construída com base em um plano apresentado por Teerã e incluiria temas relacionados ao fim das hostilidades na região, à questão nuclear, à navegação no Estreito de Ormuz, à liberação de ativos iranianos congelados e a programas de reconstrução econômica.
Entre os principais pontos divulgados pela imprensa iraniana está a previsão de negociações sobre o programa nuclear do país durante um período inicial de 60 dias após a assinatura do acordo. Segundo os relatos, o Irã manteria sua posição de defesa do direito ao enriquecimento de urânio enquanto participa das discussões.
O texto também trataria da normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e do encerramento de restrições impostas aos portos iranianos. De acordo com os veículos locais, a administração da hidrovia permaneceria sob coordenação regional dos países costeiros.
Outro ponto destacado é a possível liberação de aproximadamente US$ 24 bilhões em recursos iranianos atualmente bloqueados no exterior. Parte desse montante poderia ser disponibilizada imediatamente após a assinatura do memorando, conforme informações divulgadas pela mídia estatal.
As publicações iranianas também mencionam um plano de reconstrução econômica estimado em pelo menos US$ 300 bilhões, cujos mecanismos de implementação seriam definidos durante a próxima fase das negociações. Questões relacionadas ao programa de mísseis balísticos do Irã e de grupos aliados teriam ficado fora do texto preliminar.
Apesar dos avanços relatados, autoridades iranianas ainda precisam revisar e aprovar a versão final do documento. Fontes próximas ao processo afirmam que o texto permanece em análise pelas instituições competentes do país.
Trump declarou que o entendimento prevê o compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares. Em contrapartida, os Estados Unidos encerrariam medidas de bloqueio naval aplicadas aos portos iranianos. O presidente também afirmou acreditar que a proposta conta com o aval da liderança máxima iraniana. Durante um evento virtual realizado na quinta-feira, Trump afirmou que o acordo representa o encerramento do conflito entre os dois países e destacou que a questão nuclear sempre foi a principal prioridade das negociações.
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