6/10/2026 07:52:00 AM

Nick Reiner, filho do cineasta americano Rob Reiner, ingressou com uma ação judicial para obter acesso a um fundo fiduciário avaliado em US$ 1,5 milhão (aproximadamente R$ 7,76 milhões). Segundo documentos apresentados à Justiça de Los Angeles, os recursos seriam utilizados para financiar sua defesa em um processo criminal que o acusa de matar os próprios pais.
Aos 32 anos, Nick Reiner responde por duas acusações de homicídio em primeiro grau relacionadas às mortes de Rob Reiner, de 78 anos, e da fotógrafa Michele Singer Reiner, de 70. O caso ganhou ampla repercussão nos Estados Unidos devido à notoriedade da família.
Os corpos do casal foram encontrados dentro da residência da família, localizada em uma área nobre de Los Angeles, em dezembro do ano passado.
Em uma petição de 136 páginas protocolada nesta semana, os advogados de Reiner argumentam que ele deveria ter começado a receber os recursos do fundo fiduciário há cerca de dois anos. De acordo com a defesa, a falta de acesso ao patrimônio impediu o pagamento de despesas jurídicas após sua prisão.
O documento também afirma que Nick mantinha uma relação próxima com os pais e que está profundamente abalado pelas mortes. Os advogados sustentam que a disputa judicial em torno do fundo fiduciário é independente das acusações criminais.
Inicialmente, a defesa de Reiner ficou a cargo do advogado Alan Jackson, conhecido por atuar em casos envolvendo celebridades. No entanto, o profissional deixou o caso pouco tempo depois.
O fundo fiduciário integra um plano patrimonial criado por Rob e Michele Reiner em 1993 para beneficiar seus três filhos. Segundo a petição, Nick teria direito a receber metade do valor ao completar 30 anos e a parcela restante cinco anos depois. A defesa alega que os pagamentos previstos são obrigatórios e não dependem de condições adicionais.
Nick Reiner, que possui histórico de dependência química, declarou-se inocente das acusações. Ele permanece preso enquanto aguarda o andamento do processo, que deverá voltar à Justiça em setembro. Caso seja condenado, poderá enfrentar prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional ou até mesmo a pena de morte.
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