6/28/2026 12:53:00 PM
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A França contabilizou cerca de 1.000 mortes acima do esperado durante a intensa onda de calor que atingiu diversos países da Europa, segundo dados preliminares divulgados neste domingo (28) pela agência de saúde pública Santé Publique. O órgão alertou que o número pode aumentar à medida que forem incluídos registros de óbitos ocorridos em residências e instituições de longa permanência.
De acordo com a agência, a maior parte das vítimas tinha 65 anos ou mais, embora os impactos das altas temperaturas tenham sido observados em pessoas de todas as faixas etárias.
A forte onda de calor, iniciada em 20 de junho, provocou temperaturas recordes em várias regiões da Europa. Além das consequências para a saúde da população, o fenômeno afetou a geração de energia e causou danos à infraestrutura.
Pesquisadores apontam que este foi o episódio de calor mais intenso já registrado no continente europeu, considerado uma das regiões onde as mudanças climáticas avançam em ritmo superior à média global.
Calor perde força, mas riscos permanecem
Enquanto a massa de ar quente avança em direção ao leste europeu, a agência meteorológica da França informou que as temperaturas extremas diminuíram na maior parte do país. Apesar disso, algumas áreas do nordeste francês permanecem sob alerta.A ministra da Saúde, Stephanie Rist, afirmou que os efeitos da onda de calor podem continuar sendo sentidos mesmo após a redução das temperaturas.
“O episódio não está terminado”, ela disse à emissora BFM.
Segundo a Santé Publique, embora os idosos representem a maioria das mortes registradas, o calor extremo trouxe consequências à saúde para toda a população.
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