6/15/2026 11:31:00 AM

Os Estados Unidos afirmaram que o Estreito de Ormuz será reaberto após a assinatura de um acordo provisório, prevista para a próxima sexta-feira (19). O presidente Donald Trump destacou que a passagem marítima deverá ser “permanentemente gratuita”.
Por outro lado, duas agências de notícias iranianas com ligação à Guarda Revolucionária informaram nesta segunda-feira (15) que, embora Teerã aceite a livre circulação durante um período inicial de 60 dias destinado a novas negociações, pretende aplicar tarifas após esse prazo.
Segundo a agência Fars, o governo iraniano busca “se beneficiar financeiramente do tráfego marítimo comercial pelo Estreito”.
Durante o conflito, o Irã manteve a posição de que não abriria mão do controle sobre o Estreito de Ormuz após o fim das hostilidades, considerando o domínio da hidrovia como uma de suas principais vantagens estratégicas. Autoridades iranianas também chegaram a defender a cobrança de taxas sobre embarcações que utilizam o corredor marítimo, mesmo em cenário de paz.
Agora, no entanto, sinais indicam que o país teria aceitado suspender temporariamente esses planos de cobrança durante o período de negociação. Ainda assim, veículos de mídia estatais reforçam que a retomada das tarifas pode ocorrer após os 60 dias iniciais de tratativas.
Com o prazo de dois meses para avanço nas negociações, o desfecho dependerá do andamento das conversas e das concessões que cada lado conseguir assegurar em troca da manutenção da abertura do Estreito de Ormuz sem cobrança de pedágio.
A sinalização divulgada pela mídia iraniana reflete a resposta de Teerã à exigência do governo Trump de manter a rota marítima “permanentemente” livre de taxas.
Nesse contexto, o Irã reafirma seu interesse em preservar ganhos econômicos ligados ao estreito e indica que qualquer flexibilização nesse controle dependerá de contrapartidas significativas nas negociações com Washington.
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