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Irmã de Kim Jong-un condena pedido do G7 por desnuclearização da Coreia do Norte

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A influente dirigente norte-coreana Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong-un, criticou duramente o apelo feito pelos países do G7 para que a Coreia do Norte abandone seu programa nuclear. Em declaração divulgada nesta quinta-feira (18) pela agência estatal KCNA, ela classificou a posição do grupo como uma afronta à soberania nacional e uma violação da Constituição do país.

Segundo Kim, a questão da desnuclearização não está mais em debate e não há possibilidade de retorno. Ela afirmou que a condição de potência nuclear representa um interesse essencial do Estado norte-coreano e faz parte de uma diretriz considerada permanente por Pyongyang.

“A desnuclearização é a linha de não recuo que nunca pode ser cruzada”, disse Kim, segundo a KCNA. Ela acrescentou que qualquer tentativa de comprometer os interesses fundamentais de um Estado detentor de armas nucleares representa “a pior escolha possível de convidar ao desastre”.

Na declaração, Kim também argumentou que o arsenal nuclear do país tem caráter defensivo. De acordo com ela, as armas foram desenvolvidas como resposta às ameaças nucleares contínuas que, segundo Pyongyang, partem de seus adversários. A dirigente descreveu a capacidade nuclear norte-coreana como uma “pedra angular” para a manutenção da paz.

Ainda segundo Kim Yo Jong, os discursos favoráveis à desnuclearização estão “completamente ultrapassados” e não terão qualquer impacto sobre a política nuclear da Coreia do Norte, independentemente das críticas internacionais.

As declarações foram divulgadas um dia após a cúpula do G7. Em comunicado conjunto publicado na quarta-feira, os líderes das principais economias industrializadas manifestaram “profunda preocupação” com os programas nucleares e de mísseis balísticos da Coreia do Norte. O grupo também reiterou o compromisso com a desnuclearização completa do país, em conformidade com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Além da questão nuclear, os líderes do G7 pediram que Pyongyang avance na resolução do caso dos cidadãos japoneses sequestrados por agentes norte-coreanos e defenderam uma cooperação internacional mais ampla para combater roubos de criptomoedas e crimes cibernéticos atribuídos ao regime norte-coreano.

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