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Keir Starmer pode deixar o cargo de primeiro-ministro na segunda-feira, diz jornal

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O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, deve deixar o cargo na próxima segunda-feira (22) e apresentar um plano detalhado para sua saída, segundo informou o jornal The Observer neste sábado (20).

De acordo com a publicação, Starmer teria concluído que sua permanência à frente do governo já não é viável. A avaliação teria sido feita após conversas com membros do gabinete, assessores, doadores e lideranças sindicais. O primeiro-ministro também estaria discutindo os próximos passos com a esposa, Victoria, em Chequers, residência de campo oficial.

Um integrante da Câmara dos Lordes ligado ao Partido Trabalhista afirmou ao jornal que a saída não ocorreria de forma abrupta, mas organizada. Segundo ele, a intenção seria evitar um vácuo político no país.

Nesse contexto, o parlamentar declarou: “Acho que ele entende a realidade. Impedir o ‘caos’ (como ele bem disse) não é mais possível permanecendo no cargo, então só resta uma opção. Acho que ele chegou à conclusão de que essa é a opção correta para servir ao país e ao partido”

Outra fonte de alto escalão dentro do Partido Trabalhista descreveu o primeiro-ministro como alguém já conformado com a possibilidade de renúncia.

Segundo essa avaliação, “Ele se deparou com a dura realidade de que não há apoio. A verdade é que todos sabem que essa proposta não é mais sustentável. Há tristeza em tudo isso, é claro, mas às vezes há inevitabilidade na política e, como disse Boris Johnson, ‘Quando a manada se move, ela se move’”

Um ministro do gabinete, que também falou sob anonimato, afirmou que Starmer estaria lidando com o momento de forma tranquila após diversas conversas com aliados próximos nos últimos dias.

De acordo com ele, “Ele só quer fazer o que é certo para o país e, tendo conversado com as pessoas que queria, agora está passando um tempo de qualidade com seu conselheiro mais importante – Vic”

Apesar das especulações, Starmer havia reafirmado publicamente no dia 18 de maio que não deixaria o cargo naquele momento.

““Não vou desistir”, disse Starmer.”

Em outra ocasião, ao ser questionado sobre a continuidade do seu mandato, ele respondeu de forma direta: “Precisamos mostrar que podemos reverter a situação”, comentou o político.

O primeiro-ministro enfrenta uma crise política crescente dentro do próprio partido, com pressões por renúncia vindas de diferentes setores. Em 12 de maio, quatro ministros deixaram seus cargos, enquanto cerca de 80 parlamentares assinaram uma carta pedindo sua saída.

A situação se agravou ao longo da semana, após a vitória de Andy Burnham, considerado um dos principais rivais internos de Starmer, em uma cadeira no Parlamento britânico na quinta-feira (19), o que abriu espaço para uma possível disputa pela liderança do Partido Trabalhista.

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