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Ministro da Defesa de Israel afirma que tropas não deixarão o sul do Líbano mesmo sob pressão dos EUA

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O ministro da Defesa de Israel declarou nesta quarta-feira (24) que as forças israelenses não deixarão a região sul do Líbano, mesmo diante de eventuais pedidos dos Estados Unidos.

A fala representa mais um sinal de tensão entre o governo israelense e o presidente norte-americano, Donald Trump, que tem feito críticas ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em razão dos ataques em território libanês.

Na prática, um cessar-fogo estaria em vigor há cerca de cinco dias entre Israel e o grupo Hezbollah, organização armada baseada no Líbano e apoiada pelo Irã. Na sexta-feira (19), um representante de alto escalão dos EUA chegou a anunciar o início de uma nova trégua naquele dia, mas os confrontos seguem ocorrendo.

O encerramento dos ataques e da presença militar israelense no sul libanês faz parte das condições exigidas pelo Irã em um rascunho de acordo firmado com os Estados Unidos.

Em publicação na rede social X, Netanyahu afirmou: “Não me renderei”.

Ataques no sul do Líbano

Na terça-feira (23), disparos atribuídos às forças israelenses resultaram na morte de duas pessoas no sul do Líbano. Segundo a Defesa Civil local e veículos da imprensa estatal libanesa, militares abriram fogo contra um grupo que estava próximo a uma escavadeira usada na limpeza de uma estrada no bairro de al-Deir, em Nabatieh al-Fawqa.

O Exército de Israel confirmou ter atingido “terroristas armados” que representavam uma ameaça imediata às suas tropas que atuavam na região de Nabatieh, mas não comentou as mortes. A nota informou apenas que os soldados operavam dentro de uma zona de segurança estabelecida no sul do Líbano no momento do episódio.

Pouco depois da divulgação do caso, o Hezbollah acusou Israel de violar o acordo de cessar-fogo em vigor entre as partes.

A área citada pelos militares israelenses corresponde à chamada Zona de Segurança, uma faixa na fronteira entre os dois países com cerca de 10 km de extensão.

Segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, Israel e Líbano discutem um projeto piloto com apoio dos Estados Unidos que prevê a transferência gradual do controle de partes do sul libanês das forças israelenses para o Exército do Líbano.

O episódio desta terça-feira foi o primeiro ataque registrado no país reivindicado por Israel desde domingo, além de marcar as primeiras mortes envolvendo ações israelenses nos últimos três dias no território libanês.

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