Ícone do Widget

Relacionado

×

Moradores relatam ‘chuva de óleo’ em Moscou após ataque ucraniano contra refinaria

Tempo de leitura: ...

Moradores de Moscou relataram a ocorrência de uma espécie de “chuva preta” após um ataque de drones ucranianos atingir uma refinaria de petróleo na capital russa. A ofensiva provocou uma forte explosão que lançou parte da estrutura do prédio para o alto e espalhou resíduos pela região.

De acordo com a BBC, gotas de óleo preto caíram sobre áreas da cidade após o ataque. Moradores afirmaram que o líquido manchou roupas e superfícies. Imagens compartilhadas por residentes foram divulgadas pelo veículo russo Meduza.

Embora autoridades locais tenham negado a existência de uma “chuva de óleo”, o governo municipal recomendou que a população mantivesse as janelas fechadas. O canal oficial da cidade também orientou que crianças, idosos e pessoas com asma deixassem a área afetada.

Este foi o segundo ataque registrado contra a refinaria nesta semana. A Ucrânia tem intensificado operações com drones em território russo nos últimos meses. Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, 555 drones foram destruídos pelos sistemas de defesa aérea apenas nesta quinta-feira. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que 180 deles foram abatidos na região da capital.

Além da refinaria, autoridades russas informaram que um edifício residencial, uma instalação industrial e diversas casas sofreram danos. O ataque também afetou o transporte aéreo, levando à suspensão temporária das operações do principal aeroporto de Moscou e à evacuação de passageiros.

Vídeos gravados por moradores registraram o momento em que a refinaria foi atingida. As imagens mostram uma grande explosão lançando o teto da estrutura para o alto.

Uma verificação realizada pela Reuters por meio de geolocalização confirmou que o vídeo foi gravado nesta quinta-feira em Moscou. O prefeito Sergei Sobyanin também confirmou que drones ucranianos atingiram a refinaria.

Na terça-feira (16), a mesma instalação já havia sido alvo de outro ataque, que causou danos significativos à infraestrutura energética da Rússia.

Ataques também atingem a Ucrânia

Enquanto Moscou enfrentava a ofensiva de drones, Kiev foi alvo de mísseis balísticos russos, segundo autoridades municipais da capital ucraniana. Alertas de ataque aéreo foram emitidos em grande parte do território do país.

Na cidade de Sumy, no nordeste da Ucrânia, autoridades locais informaram que uma pessoa morreu em consequência de um ataque com drone.

No início da semana, uma ofensiva de grande escala contra Kiev deixou dez mortos, provocou um incêndio de grandes proporções e destruiu parte da Lavra de Kyiv-Pechersk, um dos mosteiros cristãos mais antigos e importantes da Ucrânia. A Rússia negou ter atingido o local religioso.

Zelensky busca apoio do G7

Durante a cúpula do G7 realizada na França, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reuniu-se com líderes das principais economias do mundo para discutir novas medidas de apoio à Ucrânia.

Segundo Zelensky, os líderes debateram a aplicação de novas sanções contra a Rússia e manifestaram apoio ao processo de adesão da Ucrânia à União Europeia.

Participaram das reuniões o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; além do presidente do Conselho Europeu, António Costa, e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O encontro ocorreu a portas fechadas. No entanto, um diplomata francês ouvido pela Reuters afirmou que os líderes concordaram que o cenário atual do conflito favorece a Ucrânia e se comprometeram a ampliar o fornecimento de recursos de defesa aérea ao país.

“Houve unanimidade entre todos os líderes do G7 de que a Rússia não está vencendo a guerra e precisa fazer um acordo o mais rápido possível. O G7 discutiu sanções aos setores de energia, bancário e militar da Rússia”, contou Zelensky em entrevista à Reuters, acrescentando que voltou a pressionar os aliados pela adesão de seu país à União Europeia: “A Ucrânia precisa de soluções criativas para entrar rapidamente na UE ou a Rússia encontrará maneiras de impedir a admissão”.

Questionado por jornalistas, Trump disse que a reunião havia sido “muito boa” e que a Rússia deveria fazer um acordo de paz com a Ucrânia, acrescentando que faria o possível para acabar com a guerra.

Em uma publicação na rede social X, Zelensky afirmou que os Estados Unidos concordaram em ampliar o suporte à Ucrânia e declarou:

“As prioridades estão claras: mais mísseis de defesa aérea - junto com licenças para produzi-los -, pacote de apoio ao inverno e intensificação da pressão sobre a Rússia. (…) É fundamental que tudo o que foi discutido seja implementado. A Rússia deve aprender que sua guerra nunca será normalizada”.

Já na madrugada desta quinta-feira, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, anunciou que o país financiará um quarto de um pacote de armas dos Estados Unidos, com investimento de 200 milhões de euros.

Comentários