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Países do Oriente Médio criticam nova ofensiva do Irã na região


Governos do Oriente Médio reagiram com críticas à nova ofensiva militar do Irã contra países da região, após Teerã afirmar que os ataques tinham como objetivo instalações militares dos Estados Unidos.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que lançou mísseis e drones contra bases americanas localizadas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein durante a madrugada desta quarta-feira (10). A ação foi apresentada por autoridades iranianas como uma resposta aos recentes ataques americanos contra posições iranianas próximas ao Estreito de Ormuz.

O Ministério das Relações Exteriores do Egito condenou a ofensiva e classificou as ações como uma grave violação da soberania dos países atingidos. Em comunicado, o governo egípcio afirmou que os ataques representam uma ameaça à estabilidade regional e elevam o risco de uma escalada militar no Oriente Médio.

Os Emirados Árabes Unidos também criticaram a operação iraniana, descrevendo-a como um ataque contra a segurança dos países da região. O governo emiradense manifestou solidariedade ao Bahrein, Kuwait e Jordânia diante dos acontecimentos.

Escalada das tensões

A nova troca de ataques ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que forças iranianas derrubaram um helicóptero militar Apache nas proximidades do Estreito de Ormuz. Segundo Washington, os militares americanos responderam atingindo sistemas de defesa aérea, radares e centros de controle iranianos.

De acordo com autoridades dos Estados Unidos, a operação militar durou cerca de quatro horas e teve como alvo aproximadamente 20 instalações ligadas à estrutura de defesa iraniana. Os dois tripulantes do helicóptero abatido foram resgatados.

A Guarda Revolucionária informou que áreas da ilha de Qeshm e da cidade portuária de Sirik estiveram entre os locais atingidos pelos ataques americanos. Veículos de comunicação iranianos também relataram explosões em Bandar Abbas e nas proximidades de Jask, regiões estratégicas próximas à entrada do Estreito de Ormuz.

Os novos confrontos acontecem poucos dias após uma troca de bombardeios entre Irã e Israel, ampliando as preocupações sobre a possibilidade de uma retomada mais intensa do conflito regional.

Negociações seguem sem avanço

Apesar do cessar-fogo anunciado em abril e das tentativas diplomáticas para estabelecer um acordo de paz, as negociações entre Estados Unidos e Irã continuam sem avanços significativos.

Nos últimos meses, representantes dos dois países participaram de rodadas indiretas de diálogo com mediação do Paquistão e do Catar. Entre os principais temas em discussão estão a reabertura do Estreito de Ormuz, o fim das restrições comerciais impostas ao Irã e o futuro do programa nuclear iraniano.

O governo americano mantém a exigência de que qualquer acordo impeça o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã. Teerã, por sua vez, nega buscar esse objetivo e condiciona um possível entendimento ao levantamento de sanções internacionais, à liberação de ativos financeiros congelados e ao encerramento de ações militares em áreas de conflito ligadas aos seus aliados regionais.

Enquanto as negociações permanecem travadas, os confrontos continuam alimentando a instabilidade em uma das regiões mais estratégicas para o mercado global de energia.

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