6/25/2026 10:13:00 AM
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Os preços do petróleo seguem em trajetória de queda nesta quinta-feira (25), enquanto o mercado avalia os impactos da redução das tensões no Oriente Médio e a reabertura gradual das rotas marítimas na região.
Um dos principais fatores observados pelos investidores é a retomada do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde circula mais de 20% do petróleo comercializado globalmente. Com a normalização do tráfego, cresce a expectativa de maior equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional, o que pressiona as cotações para níveis próximos aos registrados antes do conflito.
Segundo análise da Swissquote, o cenário já reflete uma retomada operacional do transporte marítimo. “Os navios agora transitam pelo Estreito de Ormuz com seus sinais de satélite ligados”, afirmou Ipek Ozkardeskaya, destacando o avanço gradual da normalidade na região.
Por volta das 9h, o barril do Brent registrava recuo de 0,96%, cotado a US$ 73,03, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) caía 0,85%, sendo negociado a US$ 69,74.
Autoridades norte-americanas indicam que o volume de petróleo transportado na área já se aproxima dos padrões anteriores ao conflito. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que o fluxo marítimo praticamente retornou aos níveis pré-crise. Ele também relatou que a agência marítima da ONU iniciou operações para retirar embarcações e tripulações que permaneciam retidas no Golfo.
Em participação no Fórum Global de Energia da Reuters, Wright informou que cerca de 20 milhões de barris atravessaram o estreito em um período de 24 horas. Segundo ele, a presença de minas na região retardou a normalização total do tráfego, embora o risco de novas interrupções em larga escala tenha diminuído.
Dados de navegação mostram ainda que petroleiros anteriormente bloqueados começaram a deixar a área. Três embarcações partiram do estreito nesta quarta-feira, transportando juntas cerca de 5 milhões de barris, com destino em parte ao mercado asiático.
O aumento repentino da oferta também chama atenção de analistas do setor. “agora temos uma grande quantidade de petróleo chegando de repente ao mercado”, avaliou Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management, ao descrever o movimento como um sinal de excedente imediato.
O avanço ocorre em meio a um acordo provisório entre Irã e Estados Unidos, que vem permitindo a liberação gradual de cargas que estavam paralisadas no Golfo.
Além da retomada do fluxo marítimo, a pressão sobre os preços também é influenciada pelo aumento da produção em países produtores do Golfo Pérsico. Emirados Árabes Unidos já recuperaram níveis de produção anteriores ao conflito, enquanto Kuwait e Iraque ampliaram suas exportações.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o volume de petróleo que passou pelo Estreito de Ormuz chegou a 19 milhões de barris em um único dia, acima dos níveis registrados antes da guerra. Ele também declarou que o Irã teria garantido que não haverá cobrança de taxas ou pedágios para a passagem de navios comerciais pelo canal, fator que contribui para aliviar as pressões sobre os preços da commodity.
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