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Relação entre Starmer e Trump passou a se deteriorar após a guerra com o Irã

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O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, inicialmente parecia ter construído uma relação considerada produtiva com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o retorno do americano ao poder.

Dentro desse contexto, Starmer chegou a ser apelidado de “o sussurrador de Trump”, em referência à sua suposta habilidade de manter o presidente dos EUA alinhado e receptivo às suas posições.

Em um dos encontros entre ambos, essa proximidade teria resultado em um convite descrito como “sem precedentes” para que o rei Charles III visitasse a Casa Branca em abril.

Starmer e Trump tiveram o último contato presencial durante a Cúpula do G7, realizada na França na semana passada. Desde então, não voltaram a conversar, embora Trump tenha comentado sobre o futuro da relação no domingo (22) por meio das redes sociais.

O cenário de distanciamento teria se intensificado no início das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Na ocasião, Trump demonstrou insatisfação com a decisão britânica de não permitir o uso de bases militares do Reino Unido para operações militares americanas.

O presidente dos EUA chegou a classificar o Reino Unido como “muito, muito pouco cooperativo” e afirmou que “ não estamos lidando com Winston Churchill “, em referência ao primeiro-ministro britânico.

Em resposta, Starmer defendeu sua postura e afirmou que não considerava adequado envolver o país em uma ofensiva sem estratégia de saída.

Em março, o premiê declarou que havia “mantido seus princípios” e que acreditava que “o tempo mostraria que tínhamos a abordagem correta”.

“Decidir se as tropas britânicas devem ou não ser enviadas para uma ação militar é a responsabilidade mais séria que um primeiro-ministro pode ter”, disse Starmer. “Tenho sido criticado por alguns pela minha decisão de não participar da ofensiva contra o Irã.”

Starmer também indicou que sua posição vinha sendo consistente desde o início da crise. Em abril, afirmou: “posição sobre a guerra com o Irã tem sido clara desde o início. Não vamos nos deixar arrastar para essa guerra.”

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