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Segundo turno das eleições na Colômbia tem votação encerrada

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A votação do segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia foi encerrada às 18h deste domingo (horário de Brasília). Cerca de 41 milhões de eleitores estavam aptos a participar do pleito que definirá o sucessor do presidente Gustavo Petro.

Na disputa estão o candidato de direita Abelardo de la Espriella e o candidato de esquerda Iván Cepeda. O vencedor assumirá o comando do país em 7 de agosto de 2026.

Pelas regras eleitorais colombianas, será eleito o candidato que receber o maior número de votos, sem a necessidade de alcançar mais de 50% dos votos válidos.

Além da escolha do próximo chefe de Estado, a eleição ocorre em um momento marcado por desafios econômicos e fiscais. O futuro presidente terá espaço limitado para colocar em prática suas propostas devido ao aumento das pressões sobre as contas públicas e à composição fragmentada do Congresso.

Nos últimos anos, a recuperação econômica da Colômbia após a pandemia foi impulsionada principalmente pelo consumo das famílias, pela elevação dos salários e pelo aumento dos gastos governamentais. Em contrapartida, o investimento privado segue enfraquecido, enquanto os setores de petróleo e mineração perderam parte de sua força.

Dados oficiais mostram que a economia colombiana registrou crescimento de 2,6% no ano passado, índice inferior à média de 4% observada antes da pandemia. Apesar de leves avanços em 2024 e no ano passado, o investimento privado continua abaixo dos níveis registrados antes da crise sanitária, após uma retração de 13,4% em 2023, primeiro ano completo do governo Petro.

Outro ponto de atenção para a próxima administração será a situação fiscal. A dívida pública do país equivale a aproximadamente 60% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo analistas e agências de classificação de risco, a combinação de arrecadação abaixo do esperado e gastos elevados pode dificultar o cumprimento da meta de déficit fiscal de 5,3% do PIB estabelecida para este ano.

Na área de segurança, o próximo presidente também terá o desafio de ampliar a presença do Estado em regiões sob influência de grupos armados ilegais, ao mesmo tempo em que busca reduzir os índices de violência e enfrentar problemas relacionados à segurança pública, conforme apontam especialistas.

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