6/14/2026 11:34:00 AM

Os eleitores suíços rejeitaram neste domingo uma proposta apresentada pela direita radical que buscava limitar o crescimento populacional por meio de restrições à imigração. De acordo com projeções divulgadas pelo instituto gsf.bern, a iniciativa foi derrotada com cerca de 55% dos votos.
O resultado foi recebido com alívio por setores políticos e econômicos do país. Para a diretora da organização patronal Economiesuisse, Monika Rühl, a rejeição da proposta representa um sinal positivo para a Suíça e para suas relações com a União Europeia.
A iniciativa havia sido apresentada pela União Democrática do Centro (UDC), principal partido da direita radical suíça. O texto previa medidas para impedir que a população permanente do país ultrapassasse 10 milhões de habitantes até 2050.
Os defensores da proposta argumentavam que a imigração estaria pressionando o mercado imobiliário, elevando os aluguéis e contribuindo para problemas como congestionamentos, superlotação do transporte público e aumento da demanda por serviços de saúde e educação.
Por outro lado, o governo suíço, o Parlamento, os principais partidos políticos, sindicatos e entidades empresariais se posicionaram contra a medida. Os opositores alertavam que sua aprovação poderia prejudicar os laços econômicos com a União Europeia, principal parceira comercial da Suíça.
Atualmente, mais de um quarto da população suíça é composta por estrangeiros.
Em outra consulta popular realizada no mesmo dia, os eleitores aprovaram uma proposta para endurecer as regras de acesso ao serviço civil. A decisão ocorre em um contexto de crescente preocupação com a segurança na Europa, impulsionada pela guerra na Ucrânia e pelo aumento das tensões geopolíticas, que levaram diversos países a reforçar suas capacidades militares.
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