6/07/2026 07:07:00 PM

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (7) que pretende conversar com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para defender moderação após o aumento das tensões no Oriente Médio. A declaração ocorreu depois que o Irã lançou mísseis contra Israel, em resposta a ataques israelenses realizados anteriormente.
Segundo Trump, a prioridade é evitar uma nova escalada militar na região. O presidente também criticou os bombardeios israelenses realizados nos arredores de Beirute, capital do Líbano, afirmando que não ficou satisfeito com a operação.
Os ataques marcaram a primeira ação militar israelense na área desde a apresentação de uma proposta de cessar-fogo para o Líbano, mediada pelos Estados Unidos na última semana.
Poucas horas depois dos bombardeios, as Forças de Defesa de Israel informaram ter identificado mísseis disparados pelo Irã em direção ao território israelense. De acordo com os militares, os projéteis foram interceptados pelos sistemas de defesa aérea do país.
Uma autoridade americana revelou à Reuters que Trump foi informado sobre os acontecimentos enquanto passava o fim de semana em seu clube de golfe em Bedminster, no estado de Nova Jersey.
O governo iraniano vem sustentando há meses que qualquer avanço em negociações de paz envolvendo Washington dependeria também de um acordo de cessar-fogo no Líbano. Israel mantém operações militares no país desde março, alegando que busca neutralizar integrantes do Hezbollah, grupo apoiado por Teerã.
Em meio ao agravamento da crise, as autoridades da Síria e do Iraque anunciaram o fechamento temporário de seus espaços aéreos após o lançamento dos mísseis iranianos.
O deputado iraniano Ebrahim Rezaei declarou, por meio da rede social X, que haveria uma “resposta decisiva e dolorosa” ao ataque contra o bairro de Dahiyeh, em Beirute, área considerada um dos principais redutos do Hezbollah.
Antes do lançamento dos mísseis, as Forças de Defesa de Israel já haviam alertado para a possibilidade de novos ataques contra o país nas horas seguintes, indicando o risco de uma ampliação do conflito regional.
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