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Zelensky propõe encontro com Putin durante G7 na França, mas Rússia não demonstra interesse em negociar


O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou nesta segunda-feira (15) que tentou viabilizar uma reunião com o líder russo Vladimir Putin durante a cúpula do G7, realizada na França, com o objetivo de avançar em possíveis negociações para encerrar o conflito que já se estende por anos. Segundo ele, a iniciativa não teve resposta positiva por parte de Moscou.

Falando em Kiev, em um mosteiro histórico atingido por um ataque aéreo recente, Zelensky afirmou que a proposta previa um encontro com Putin no contexto da reunião que reúne as principais economias do mundo em Évian-les-Bains. Ele destacou ainda que a ideia teria sido discutida com apoio de autoridades dos Estados Unidos e da França.

O presidente ucraniano disse que os Estados Unidos concordaram em formalizar o convite ao líder russo para o evento, que conta também com a presença do ex-presidente norte-americano Donald Trump e do presidente francês Emmanuel Macron. Para Zelensky, o encontro seria uma oportunidade relevante para abrir diálogo direto entre as partes envolvidas.

“Deixamos claro que estamos prontos para nos reunir com Putin durante o G7… esta seria uma excelente oportunidade”, afirmou o presidente ucraniano em inglês.

Ainda segundo um representante de Kiev, a proposta foi repassada tanto a autoridades norte-americanas quanto ao governo francês, além de ter sido enviada diretamente ao lado russo. No entanto, não houve confirmação ou aceitação por parte de Moscou.

Em resposta anterior a uma carta aberta de Zelensky, Putin afirmou não ver motivo para uma reunião direta e minimizou preocupações econômicas relacionadas à guerra.

O episódio ocorre em meio a novos ataques registrados em território ucraniano. Pelo menos dez pessoas morreram após ofensivas em Kiev e Kharkiv durante a madrugada de segunda-feira. Zelensky acusou o governo russo de intensificar ações militares logo após contatos diplomáticos recentes com autoridades dos Estados Unidos.

O governo francês ainda não se manifestou oficialmente sobre a proposta de encontro.

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