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A poucos dias da decisão da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, o ex-lateral-esquerdo espanhol Joan Capdevila revelou estar enfrentando um problema inesperado que pode impedi-lo de acompanhar a partida diretamente do MetLife Stadium, localizado na região entre Nova Jérsei e Nova York. Aos 48 anos, o campeão mundial de 2010 afirmou que teve a autorização de entrada nos Estados Unidos recusada e recorreu publicamente ao presidente norte-americano, Donald Trump, em busca de ajuda.
Capdevila pretendia viajar com os filhos para assistir à final deste domingo (19), ao lado de outros integrantes da histórica seleção espanhola que conquistou o título da Copa do Mundo na África do Sul. Segundo ele, a negativa pode estar relacionada à participação em uma partida comemorativa realizada no Irã há cerca de dez anos.
O ex-jogador informou que seu pedido por meio do Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA), mecanismo utilizado por cidadãos de determinados países para permanecer nos Estados Unidos por até 90 dias sem necessidade de visto, foi recusado pelas autoridades americanas. O programa contempla apenas alguns países e não inclui o Brasil.
Na sexta-feira, Capdevila utilizou a rede social X para relatar a situação e pedir apoio diretamente ao presidente dos Estados Unidos. Em sua publicação, escreveu: “Preciso de ajuda @realDonaldTrump”.
Na sequência, acrescentou: “Acabaram de me dizer que não posso viajar para a final com meus filhos porque meu ESTA foi negado”.
O ex-defensor, que atuou por Villarreal, Atlético de Madri e Deportivo La Coruña, também lamentou a possibilidade de ficar de fora do reencontro com antigos companheiros da campanha vitoriosa de 2010. “Alguém pode me ajudar com isso? Vocês não têm ideia de como eu estava animado por estar lá com todos os meus companheiros de equipe de 2010 e com este time [atual] para torcer por eles.”
Em outra mensagem, demonstrou frustração com a decisão das autoridades americanas. “Não acredito que não me deixam entrar nos EUA… e que vou perder um momento como este com meus filhos, que amam tanto futebol.”
Capdevila concluiu seu apelo afirmando: “Se alguém souber como resolver isso, serei eternamente grato.”
Além de mencionar Donald Trump, o ex-atleta também marcou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o Ministério do Esporte da Espanha, solicitando auxílio para reverter a situação.
Durante entrevista concedida à rádio espanhola COPE, Capdevila explicou que integrou, em 2016, uma equipe formada por ex-jogadores do futebol espanhol que disputou um amistoso em Teerã diante de estrelas do futebol iraniano. Na avaliação dele, essa participação pode ter motivado a rejeição do pedido de autorização de viagem.
Até a publicação da reportagem original, a Casa Branca ainda não havia respondido ao contato feito pela BBC Sport para comentar o caso.
Campeão da Eurocopa de 2008 e da Copa do Mundo de 2010 pela seleção espanhola, Capdevila não é a única personalidade ligada ao futebol que encontrou dificuldades para ingressar nos Estados Unidos durante o torneio.
O árbitro somali Omar Artan também teve a entrada no país negada e acabou retirado da escala da competição pouco antes da abertura. As autoridades americanas justificaram a decisão afirmando que o juiz, eleito o melhor árbitro de 2025 pela Confederação Africana de Futebol (CAF), possuía “associação com supostos membros de organizações terroristas”.
A decisão da Copa do Mundo será disputada neste domingo no MetLife Stadium e colocará frente a frente a Espanha, atual campeã da Europa, e a Argentina, vencedora da Copa América. A equipe espanhola assegurou presença na final após derrotar a França por 2 a 0, em Dallas, na terça-feira (14/7). Já a Argentina confirmou sua classificação ao vencer a Inglaterra por 2 a 1, de virada, na quarta-feira, garantindo presença em sua segunda decisão consecutiva do Mundial.
Com informações da BBC
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