7/27/2026 08:57:00 PM
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Uma juíza de Los Angeles determinou nesta segunda-feira (27) que o cantor D4vd, nome artístico de David Burke, de 21 anos, deverá ser julgado pela morte de Celeste Rivas Hernandez, adolescente de 14 anos com quem ele mantinha um relacionamento em segredo. A magistrada Charlaine Olmedo concluiu, após cinco dias de audiência preliminar, que as provas apresentadas pela promotoria são suficientes para sustentar as acusações de homicídio, abuso sexual contínuo contra menor de 14 anos e mutilação ilegal de cadáver. O artista se declarou inocente das acusações.
Segundo a investigação, Burke conheceu a garota quando ela tinha apenas 11 anos e passou a abusar sexualmente dela a partir dos 13, quando ele já tinha 18. A promotoria sustenta que o crime teria sido motivado pelo temor do cantor de que a relação viesse a público e destruísse sua carreira, que vivia um momento de rápida ascensão antes de o caso estourar.
De acordo com o relato apresentado em juízo, na noite anterior à morte da adolescente, os dois trocaram mensagens de texto em meio a uma discussão sobre o envolvimento dele com outra mulher. Tomada pela raiva, Celeste teria escrito, em tom agressivo, que contaria mentiras a respeito dele para o próprio pai e que "acabaria com a carreira e com a vida dele".
Na manhã seguinte, 23 de abril de 2025, a jovem se dirigiu à residência de Burke em Hollywood a bordo de um Uber solicitado por ele. Pouco depois das 10h, enquanto se aproximava do local, enviou a que seria sua última mensagem: "Papai, estou quase chegando, abra a porta se estiver em casa." A partir daquele momento, seu celular não teve mais qualquer atividade registrada.
Conforme a tese da acusação, Burke esfaqueou a adolescente assim que ela entrou na casa e, posteriormente, teria usado motosserras para esquartejar o corpo dentro da garagem do imóvel.
A defesa do cantor tentou, sem sucesso, barrar o avanço da acusação de homicídio ainda durante a audiência. Após a oitiva da última testemunha de acusação, os advogados argumentaram que o conjunto probatório era insuficiente para justificar um julgamento por esse crime. Eles alegaram que as trocas de mensagens entre os dois não continham "nenhuma ameaça, nenhuma evidência de histórico de violência", e defenderam que o comportamento de Burke em relação à vítima demonstrava, na verdade, "o oposto de malícia homicida". O pedido, no entanto, foi rejeitado pela juíza, que determinou a continuidade do processo.
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