7/16/2026 05:27:00 PM
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou presença na decisão da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, marcada para o próximo domingo. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, encerrando as dúvidas sobre a participação do republicano no jogo que definirá o campeão do torneio.
Durante entrevista coletiva, Leavitt destacou a importância da presença do presidente no encerramento da competição. “Sua presença será o toque final naquela que tem sido a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história dos Estados Unidos”, disse.
A participação de Trump na final já havia sido sinalizada anteriormente pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino. No fim de junho, o dirigente afirmou que o chefe da Casa Branca estaria na cerimônia de encerramento e que ambos entregariam o troféu à equipe vencedora.
Apesar da confirmação para a decisão, Trump não esteve presente na partida de abertura do Mundial, disputada entre Estados Unidos e Paraguai, em Los Angeles. A ausência gerou especulações sobre a possibilidade de o presidente evitar manifestações negativas do público, especialmente após ter sido alvo de vaias durante a final da NBA. Embora o futebol não figure entre os esportes de maior popularidade no país, é comum que o republicano participe de grandes eventos esportivos.
A relação de Trump com a competição também foi marcada por controvérsia. O presidente solicitou diretamente a Infantino que fosse anulada a expulsão de um atacante da seleção norte-americana. O pedido acabou sendo aceito pela direção da Fifa, que retirou os efeitos do cartão vermelho aplicado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus.
Com a mudança, o atacante Folarin Balogun ficou apto para disputar a partida contra a Bélgica. No entanto, a seleção dos Estados Unidos acabou derrotada por 4 a 1.
A decisão da entidade máxima do futebol provocou críticas de autoridades europeias. A União Europeia e a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) questionaram a interferência, defendendo que decisões relacionadas ao esporte devem permanecer sob responsabilidade das instituições esportivas.
“Influenciar decisões esportivas prejudicaria a autonomia do esporte. Nosso foco deveria estar nos verdadeiros desafios de governança que o esporte enfrenta, incluindo a instrumentalização do esporte para fins políticos”, disse o comissário europeu para assuntos de esporte, Glenn Micallef.
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