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Confira quais foram os terremotos mais fortes que atingiram o Japão nos últimos 15 anos

Do terremoto seguido por tsunami em 2011 ao novo abalo em Kumamoto, o Japão acumula uma sequência de desastres sísmicos de grande impacto

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As equipes de emergência seguem mobilizadas no sul do Japão após um terremoto de magnitude 7,1 atingir a província de Kumamoto nesta terça-feira (28). O abalo deixou ao menos 50 pessoas feridas, provocou o desabamento parcial de um shopping center, interrompeu serviços de transporte, causou apagões e levou milhares de moradores a deixarem suas casas por precaução.

Segundo as autoridades japonesas, há relatos de pessoas possivelmente mortas sob os escombros do centro comercial. O governo ainda avalia a extensão dos danos materiais e o número de vítimas.

Durante pronunciamento em Tóquio, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que as equipes continuam levantando informações sobre os impactos do terremoto.

“Já fomos informados de que houve feridos”, disse Takaichi. “Houve cortes de energia e incêndios em algumas áreas, além de danos a estradas e pontes e o desabamento de prédios. Acima de tudo, peço a todos que tomem medidas para se protegerem, incluindo a retirada para um local seguro.”

O governo emitiu alertas de emergência para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki. Mais de 150 mil pessoas receberam orientação para buscar abrigo em centros de retirada.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto ocorreu a dez quilômetros de profundidade. O órgão classificou o tremor do solo como “severo”, atribuindo nível 8 em uma escala de 1 a 10.

Após o abalo, a Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta para tsunami com possibilidade de ondas de até um metro, mas o aviso foi cancelado pouco tempo depois. O órgão também alertou que novos terremotos fortes podem ocorrer durante aproximadamente uma semana, além da possibilidade de deslizamentos de terra nas áreas mais afetadas.

Empresas instaladas na região adotaram medidas preventivas. A TSMC retirou funcionários de sua fábrica por precaução, enquanto a Sony informou que monitora a situação em sua unidade localizada na região.

Localizado no Círculo de Fogo do Pacífico, o Japão está entre os países com maior atividade sísmica do planeta. Cerca de 20% dos terremotos de magnitude igual ou superior a 6 registrados no mundo ocorrem em território japonês, onde são registrados até 2 mil tremores perceptíveis pela população todos os anos.

Nos últimos 15 anos, o país enfrentou uma sequência de terremotos de grande impacto:

  • 11 de março de 2011: um terremoto de magnitude 9, seguido por um tsunami, devastou o nordeste do Japão, matou quase 20 mil pessoas e provocou a fusão do núcleo da usina nuclear de Fukushima, no pior acidente nuclear desde Chernobyl.
  • 18 de junho de 2018: um terremoto de magnitude 6,1 atingiu Osaka, deixando quatro mortos, centenas de feridos e interrompendo linhas de produção em uma importante região industrial.
  • 6 de setembro de 2018: um tremor de magnitude 6,7 atingiu Hokkaido, provocando mais de 40 mortes, deslizamentos de terra e um apagão que afetou os 5,3 milhões de habitantes da ilha.
  • 13 de fevereiro de 2021: um terremoto de magnitude 7,3 foi registrado na costa de Fukushima, deixando dezenas de feridos e causando cortes generalizados no fornecimento de energia na Grande Tóquio.
  • 16 de março de 2022: outro terremoto, de magnitude 7,4, voltou a atingir a costa de Fukushima, deixando três mortos e mais de 200 feridos.
  • 1º de janeiro de 2024: um terremoto de magnitude 7,6 atingiu a península de Noto, no centro-oeste do país, causando mais de 300 mortes.
  • 8 de agosto de 2024: um tremor de magnitude 7,1 ao largo da costa de Miyazaki levou o Japão a emitir, pela primeira vez, um alerta para risco acima do normal de um megaterremoto. A medida foi suspensa uma semana depois.

O terremoto registrado nesta terça-feira volta a colocar em alerta um país acostumado à intensa atividade sísmica, enquanto equipes de resgate continuam atuando nas áreas atingidas e as autoridades monitoram a possibilidade de novos abalos.

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